O dia em que a Bahia parou

Nesta quarta-feira será comemorado em grande estilo o “dia do Bahia”. Muitos, no entanto, não entendem a extensão para o esporte da Bahia o feito dos nossos Bicampeões brasileiros. Nós fomos campeões nacionais em 1959, o 1ª a levantar uma taça num torneio nacional, porém o campeonato brasileiro com a criação da CBF teve seu início como conhecemos atualmente em 1971. Mas, o Bahia nesse novo formato conseguiria outra vez deixar sua marca ao sair com um título nacional representativo na frente de Cruzeiro, Botafogo e Corinthians! Uma façanha só para deuses do futebol nordestino! Bahia  Bicampeão nacional!

Não foi só isso! O Bahia seguia conseguindo façanhas de mostrar ao povo baiano como era ser baiano para todo o Brasil, mesmo com o bairrismo sulista. É claro que não faltaram associações provocativas com as crendices populares para reduzir o feitos desses trabalhadores baianos ao trazer o título de Porto Alegre.  Diziam os sudestinos/sulistas, assim como os “vices” ressentidos,  que tudo fora obra do acaso, mas sabiam que não foi. O Bahia foi campeão com muita autoridade e venceria o Inter no Beira Rio logo após o título nacional pela Libertadores jogando um futebol ofensivo e que entusiasmava o Brasil. Ser Bahia e gostar do futebol brasileiro era uma coisa só! A seleção se vestiria de Bahia também!

Na época, todos queriam ser Bobó, o jogador letrado, líder do grupo com sua elegância que marcou a memória de muitos jovens com seu exemplo de procrurar nos livros caminhos novos para ser uma pessoa melhor. Bobô, Charles e todo o grupo era reverenciado como se fossem grandes estadistas ou “pops stars”. Pegar, então, um autógrafo de nossos heróis era uma glória! Heróis baianos que aqui chegaram como se voltassem de uma guerra de luta pela liberdade. Nossos heróis no trio  elétrico a  caminho da Barra, pela orla da cidade, eram festejados vitoriosos. Para sempre o Bahia estaria no panteão dos deuses do futebol como a marca da resistência e valor do homem nordestino.

Ainda no avião tentaram fazer uma ligação política com o finado ACM e a glória do tricolor, mas o rubro-negro mais famoso da Bahia pelo seu poder político também teve de se render a majestade da soberania popular que ousava ofuscar o seu poder. Os jogadores do Bahia poderiam declarar o cargo de governador vago e fazer ACM renunciar se quisissem. Na verdade, Salvador se tornou uma grande onda azul, vermelha e branca como uma tsunami cuja fama levaria a Bahia a mais um torneio internacional, a Libertadores das Américas. Creio que muitos rubro-negros como o governador vibraram com a gente, não poderia ser diferente porque o Bahia era a Bahia.

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