Parabéns e pesares. Luxa 1×0 Cristóvão

7 de Setembro, bandeirinha do Brasil de papel na mão das crianças, desfile dos militares, Centro parado e algo novo. Pela primeira vez em 82 anos a Torcida Tricolor foi às urnas para escolher seu presidente. Festa nas ruas, hino cantado pelos eleitores na Fonte Nova, gritos de guerra contra o ex-presidente deposto e a festa da Democracia Tricolor foi consolidada. Fernando Schmidt volta ao comando do time, dessa vez pelo voto direto dos seus associados, vencendo Antônio Tillemont e Rui Cordeiro. A primeira passagem de Schmidt como presidente do Tricolor foi no período entre 1975 e 1979. O Bahia vinha de 2 títulos estaduais e conquistaria todos os 5 disputados sob o comando de Fernando.

Com as eleições finalizadas, chegava a hora de vencedores e vencidos se juntaram para gritar: Bora Baêa Minha Porra!

E começa o jogo no Rio. O Bahia iniciava com seu terceiro esquema tático nos últimos três jogos. MadSon nem foi pra cidade maravilhosa. Ao invés dos 3 zagueiros o Tricolor jogava com 3 atacantes. Um 4-3-3 arriscado, porém que começava a se achar em campo. O time esperava o Flu, todo fechadinho na zaga e explorava a velocidade de Barbio, com alguns lampejos de Walyson. Fernandão era o único dispensado de marcar e foi justamente ele quem perdeu a primeira grande chance. Walyson tocou pra Barbio impedido, a bola desvia na zaga e sobra pra Fernandão desperdiçar a primeira chance. Walyson chuta da meia lua e perde. Escanteio a bola sobra na área e Fernandão recebe sozinho. Pra fora. Raul chuta quase do meio de campo e o goleiro fluminense rebate. Os donos da casa se limitavam a atacar em cobranças de falta. Fim do primeiro tempo e o Bahia não acerta o alvo.

Na volta Wanderley Luxemburgo enxerga o jogo. Tira um volante e coloca um meia (Felipe). Troca um atacante velocista por outro (Biro Biro). O Fluminense melhora. O menino Biro Biro faz miséria em campo, e Cristóvão não faz nada fora dele. O Bahia não acerta mais nada. Barbio cansa e vai se arrastando em campo. O Bahia segue o ritmo do menino de cabelo esquisito. A coisa começa a ficar feia. As alterações de Wanderley deram muito certo e com o Tricolor se arrastando em campo, o Flu cresce e muito. O gol era questão de tempo e Cristóvão… nada. Até que Hélder, com sua displicência habitual, faz uma falta de baba em Felipe e, simplesmente, dá às costas para o experiente tricolor das Laranjeiras. Peguei o dicionário e xinguei o camisa 30 do Bahia com todos os palavrões que achei. Felipe, malandro, cobra rápido, chute de fora da área e Lomba rebate no pé do menino Biro Biro. Gol do Flu.

O Bahia segue morto até que 2 jogadores correm para tirar o colete. O Bahia perdendo o jogo e Cristóvão chama 2 volantes para entrar em campo. Um no lugar Fahel (normal) e outro no lugar de Walyson. O cara tá perdendo o jogo, tira um meia-atacante pra colocar um volante. PQP, treinador. Vai ganhar como, assim? O time se arrasta e nada. Barbio sai para entrar Obina e o mesmo, que já melhor que Eto’o nem aparece.

Fim de papo. Bahia perde pela terceira vez consecutiva e cresce a desconfiança. Bora Baêa Minha Porra! O time não sabe fazer gol. Saímos da primeira página da tabela, depois de várias rodadas. O alerta amarelo acendeu e está pertinho de ligar a luz vermelha. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto… habemus presidente. Vamos ver se Schmidt consegue mudar alguma coisa nessa cozinha. Arrumar o mangue e, quem sabe, trazer alguma novidade pra esse time que desaprendeu a ganhar. Pra cima do Tigre, Tricolor. Já tá na hora de voltar a vencer!

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