Senhor Ninguém

Um filme exuberante, muitas escolhas possíveis numa trama em que o espectador é convidado a mergulhar em sua própria vida. A idenficacão com a velhice onde nos resta mais memórias que futuro se confunde também com as teorias que explicam o tempo, o universo e sua criação. Tudo envolvendo muita subjetividade e auto-analise em que o protagonista no filme verá que o tempo será seu tormento e ilusão. O amor, a morte, tudo uma grande abstração do tempo ou de quem pensa deter o tempo.

Esse filme irremediávelmente poderia ser útil aos ex-donos do Bahia, os caciques da tribo oligarca que tentam inútilmente voltar ao passado para retomar o Bahia de seus atuais donos, a sua torcida. O Bahia da torcida, Rátis e Jorge Maia, todos agora apareceram no caminho do Bahia porque o tempo amadureceu para um Bahia da torcida e do seu associado. Mas, eles ameçam, esbravejam, tentando em vão voltar no tempo, onde seus paradigmas faziam sentido. Agora, eles estão nus, todos os ex-dirigentes do Bahia podem ser julgados pela torcida. 

Os ex-mandatários sem um identidade própria e corajosa, eram subservientes a um modelo arcaico que agora deu passagem ao novo. “As carolinas” do Bahia não viram o tempo passar e agora divagam acusando tudo e a todos num discurso que não convenceria nem os próprios filhos. Eles se julgam ainda “donos” do Bahia, por isso acham que seu feudo foi tomado. O problema é que esse “feudo” acabou faz muito tempo, eles chegaram a intuir, mas não conseguiram expulsar velhos hábitos rancorosos.

Os senhores ninguém, sem mais seu feudos, querem confundir uma luta da torcida com brigas políticos-partidárias, sem muito fundamento. Jorge Maia não é petista, Rátis também não, muito menos o Dr. Albiane. Numa clara demonstração de amor, a torcida disse com quase 100% não  aos “senhores ninguém”, eles  que evitaram a associação da torcida, alijaram do Bahia à sua modernização. Porém, a modernização chegou e os deixaram com os seus velhos paradigmas embotados que não conseguem enxergar o novo,  a não ser o que tinham antes, nada.

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