Torcedora propõe um novo Barradão

Inevitavelmente o caminho em um futuro bem próximo, será a
substituição ou reformulação dos atuais estádios, como o Barradão, por exemplo,
em Arenas Arena Multiuso, como já propõe o grupo de oposição “Projeto Vitória
do Século 21” e hoje a matéria de Eric Luis Carvalho, veiculada
no Portal G1, reportando o projeto da torcedora
e arquiteta rubro-negra Fernanda Almeida, para um novo Barradão. Veja 

No momento em que o
futebol brasileiro vive o “boom” de novas arenas preparadas para a Copa do
Mundo, outros clubes correm atrás da modernização de seus estádios, ainda que
não necessariamente para servir ao Mundial de 2014. Caso de Grêmio, que trocou
o Olímpico pela Arena, e Palmeiras, que decidiu reformar o Palestra Itália. 

Salvador entrou na rota dos estádios de primeiro mundo com a
Arena Fonte Nova. O Bahia logo acertou a volta para sua velha casa. O Vitória
chegou a flertar com a moderna praça esportiva e assinou um contrato para atuar
cinco partidas na Fonte – já disputou quatro. No entanto, uma mudança em
definitivo esbarraria em um gigante feito de concreto e que mudou a história do
clube. 

Estádio Manoel Barradas, a Toca onde o Leão ruge mais forte.
É lá onde o grito de “Nego! Vitória meu amor”  vira mantra. É no Manoel Barradas que as
letras V-I-T-Ó-R-I-A tornam-se VITÓRIA e fazem tremer rivais. Panela de
pressão, caldeirão, 12º jogador. Palco que chorou lágrimas de rebaixamentos,
mas que espantou fantasmas, derrubou gigantes, levantou taças e se fez o
Vitória. Este é o Barradão. Peça fundamental na reconstrução do clube baiano. 

Embalada por esse espírito que liga umbilicalmente Vitória e
Barradão, mas sem perder o momento de modernização por que passam os estádios
brasileiros, uma recém-formada arquiteta e torcedora do clube decidiu propor um
novo Barradão. Fernanda Almeida fez como projeto de conclusão de curso de
arquitetura na Universidade Federal da Bahia um Barradão moderno, atraente e
confortável. Requisitos desejados por todos e com um diferencial que só a casa
rubro-negra tem. 

Fernanda é da geração que viu o Barradão mudar a história do
futebol baiano. Desde que o Manoel Barradas foi efetivado como mando de campo
do Vitória em 1994, foram 14 títulos estaduais contra cinco do maior rival,
Bahia. No projeto aprovado no mês passado por uma banca examinadora, a
arquiteta começa propondo uma integração maior entre estádio e sociedade. 

– Desde que entrei na faculdade, já tinha esse projeto em
mente. Primeiro por ser Vitória. Pensei em um projeto que pudesse resolver
desde os problemas na chegada até o conforto dentro do estádio. E com interação
com a população para, inclusive, mudar o panorama do bairro – conta Fernanda. 

Audacioso, o projeto mostra a transformação do estádio, que
passaria a ter dois níveis de arquibancada. No entanto, para se adequar aos
padrões Fifa de conforto e segurança, a capacidade seria reduzida dos atuais 35
mil para pouco mais de 32 mil lugares. O projeto segue várias das normas da
entidade máxima do futebol, como o uso de cadeiras em todo estádio, cobertura,
além de questões de acessibilidade e inclinação. 

Com a ideia de ser um projeto viável não apenas para o
clube, mas também para a cidade, o novo Barradão traz uma necessidade de
integração entre clube e esfera pública, uma vez que a arquiteta lista questões
viárias de chegada e saída do estádio como fatores determinantes para a
execução do projeto. 

– O projeto tem como funcionar. Em breve, o estádio vai
ganhar uma estação de metrô próxima, a estação Pau da Lima, que fica a 2 KM do
Barradão. Além das estações Flamboyant e Pituaçu, em regiões próximas – conta
Fernanda. 

Além da preocupação com a infraestrutura, a arquiteta
destaca a importância do cunho social de uma obra do porte do novo Barradão. O
estádio funcionaria, ainda, como um polo de concentração de rubro-negros para
além dos jogos de futebol. 

– A ideia é abrir o Barradão sem tirar dele o cunho privado.
Mas abrir no sentido de ser uma área de concentração. É um projeto que tem duas
praças, que favorece a convivência. E que as pessoas queiram passar o dia aqui.
Além disso, a ideia é que o clube abrace o bairro – conta. 

Formato mantido e com mais conforto 

O projeto da arquiteta Fernanda Almeida mantém o formato em
‘U’ do estádio. A novidade ficaria por conta dos dois níveis de arquibancada: o
nível inferior iria até a metade das arquibancadas atuais e, a partir de então,
teríamos um segundo nível. O projeto do novo Barradão prevê ainda camarotes com
interação com o resto do estádio e camarotes panorâmicos sem contato com os
demais setores, além de museu, auditório, loja e café. Sócios teriam entradas
diferentes e outras comodidades. 

O diferencial do projeto é a estética. Para a arquiteta, a
ideia é impactar as pessoas de diferentes percepções. 

– A fachada do estádio poderá ser vista de diferentes
percepções. A ideia é quebrar o ritmo, impactar desde a fachada. Por fora, a
cobertura quase não é vista – explica a arquiteta.

Para Fernanda, o projeto tem viabilidade para sair do papel. 

– É um projeto viável. É uma questão de investimento. Não
trabalhei com valores, mas não é nada astronômico para um clube de futebol –
garante. 

Fernanda diz que o trabalho está aberto a uma análise de
viabilidade por parte do Vitória, uma vez que, segundo a arquiteta, o projeto
aponta possibilidades plenas de que o Barradão pode sofrer intervenções que
enquadrem o estádio nos padrões das mais modernas arenas brasileiras 

O velho Barradão continua sendo um atacante goleador, mas
pode, em breve, se tornar um centroavante moderno, com mais características a
serem exploradas. Certo mesmo é que ele seguirá como o melhor campo de luta do
clube de tantas vitórias.

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