Autópsia da crise no Bahia

Primeiramente, vamos voltar à ascenção tricolor, recapitulando a alegria da torcida com Michael Jackson, Jael, Moraes, Fábio Bahia e Ávine comendo bola e um goleiro em grande forma, Fernando. Os únicos resmanescentes, hoje, dessa campanha memorável foram Moraes e Ávine.

Voltando para cá, o presente. Nossos principais artistas, Moraes, que está contundido, e Ávine, sem ritmo de jogo depois de um ano parado, ambos referências na armação das jogadas do Bahia, e, finalmente a referência de gols, Souza, a grata surpresa que substituiu a carência de gols do Bahia com a saída de Jael e Michel Jackson, também não pode jogar devido a problemas musculares.

Nossos artistas principais sem condições jogo! Nosso cérebro, coração e pernas! Na nossa zaga, perdemos Paulo Miranda e Donato, o último dava conta do recado, fazia gols decisivos no campeoanto baiano e ajudava a diretoria tricolor a não ter que ir logo ao mercado, nosso sistema imunológico.

A saída de Donato foi a gota d’água para essa crise no Bahia que só começou. Eu me pergunto: O que faltava de avisos e sinais para a diretoria tricolor resolver essas carências no elenco diante desse diagnóstico que apontava para o brasileirão já no campeonato baiano? Não foram ao mercado por que agora o Bahia era Campeão baiano, 44º titulo do tricolor, recupaerando a hegemonia no cenário estadual, o que dava aos dirigentes tricolores a confirmação de que o barco tricolor estava no rumo certo.

O rumo das conquistas e das ilusões também! Se, hoje, vivemos na economia essa realidade de que o que é sólido se desmancha rapidamente no ar, imaginem no futebol quando um campeão regional se depara com outro cenário de atuação onde seus adversários são infinitamente superiores aos do campeonato baiano e seus melhores jogadores estão contudidos?!

A situação certamente desde o começo era detectável por uma necessidade de sobrevivência numa competição tão forte quanto o Brasileirão que rebaixou já gigantes como o Corinthians e o próprio Vasco, algoz ontem do Bahia.

O choque de realidade na quarta rodada do brasileirão não tem como ser negada, embora muitos tricolores esbocem créditos em seus sistemas emocionais com esse grupo por causa ainda da conquista passada e na confiança da volta do futebol de Moraes, Souza, Ávine e, por conseguinte, a volta do Bahia por cima.

Porém, esse é o problema do Bahia de ontem que não foi resolvido no devido tempo. A fragilidade atlética de Moraes, Souza, Ávine e Coelho são evidentes. Ainda que voltassem com todo o vigor de suas formas atléticas, será que eles conseguiriam sozinhos fazer a locomotiva tricolor funcionar? Acredito que não.

O cenário, portanto, é de segunda divisão, sem trégua para qualquer tipo de ilusão e expectativas sobre o futuro de um 4º rebaixamento do Bahia. Lembram-se de uma evidência do nosso sistema financeiro mundial quando gritaram de horror economias pelo mundo afora por desaparecerem em coisa de segundos? Esse é o papel podre do Bahia, como sistemas voláteis que se desmancham no ar.

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