Campeonato Baiano 2012: Bahia 2 x 0 Conquista

O dia da morte do homem que fazia as mulheres tirarem as calcinhas, apenas cantando, foi um dia muito tenso na Bahia. Os PMs não aceitaram a proposta do governo e continuaram em greve. E nós, TORCEDORES do Bahia, ficamos apreensivos em sair na rua. Mas como disse um Tricolor no Facebook: “sou Baêa até debaixo de bala”.

Saí do trabalho, sem a carona tradicional de meu pai, e fui para o ponto do buzu. Pensei: “não vai dar tempo”. Peguei um taxi e fui conversando sobre a greve, Wando e o jogo. Tudo vazio. O trânsito lembrava um domingo a tarde no CAB. No caminho uma lua magistral subia por trás do mar. Era o LUAR da música de Wando. Uma linda noite pra brocar o “1º Passo”.

Ainda no caminho a confirmação da transação de Reinaldo para o futebol chinês. Lembrei da expressão “vai ser ruim assim na China”. E ele foi, graças a Deus. Boa sorte, negão. Vá lá.

Começa o jogo e mais uma vez, o toque de bola envolvente do Bahiarcelona, impressionava. Discordando de Paulo Cerqueira que achava o jogo sonolento, passei a prestar atenção na posse de bola. Era mais ou menos uns 93% para o Bahia e uns 14% para o time conquistense (e que se dane a matemática). Mas algumas coisas incomodavam.

Pra começar Fabinho parece ter brigado com Gabriel. Não tocava pra o lateral direito nem com a porra. A falta de objetividade, também, era cansativa. Além disso, o time de Conquista pedia pra tomar gol. E eis que surge o RAIO. Souza toca de calcanhar para William Matheus. O “da base” passou voando pelos zagueiros e sofreu pênalti, no apagar das luzes do 1º tempo. Caveira na bola e… Brocamos!

Intervalo de jogo, 1 a 0 e fui comer o churrasquinho. Conversando com meu amigo Fábio Ramos ele disse: “esse juiz é doido, vá por mim”. Mas a gente tava ganhando, o outro time não esboçava reação… De boa!

Começa o segundo tempo e uma modificação. Sai um volante (Fabinho), entra um lateral direito. Gabriel virou meia, ao lado de Morais, e o Bahia se livrava dos três volantes. Aí surge a ESTRELA do time. Gabriel, o coringa Tricolor, recebe linda bola de Ciro (craque de bola). Brocou! Com 2 a zero o time relaxou e passou a jogar de contra-ataque. Num deles, Zé Roberto (fora de forma, mas com muita técnica) ajeita de cabeça pra Vander. O garoto tira a bola das mãos do goleiro, que o derruba de forma clara. Pênalti e o Sr. Mané Louco Varrido, não marcou. Depois Gabriel sai driblando, recebe uma falta a meio metro de Sua Excelência, e o Mané não marca de novo. Miserável. Porém já tava 2a0! A Torcida “homenageou” ele e ficou por isso mesmo.

Bora Bahia Minha Porra! Domingo é dia de botar FOGO nessa TORCIDA que é só PAIXÃO.

PS. Só pra lembrar: a camisa da Nike é bonita, mas não foi unanimidade na TORCIDA. Alguns disseram que parece um colete vermelho, de baba, sobre uma camisa branca. Porém uma boa notícia. Quebramos o tabu de não vencer jogando com camisas vermelhas.

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