Rafael Donato é melhor do que Messi. :)

Noite quente de uma quarta-feira, em Salvador. A TV anunciava o clássico das galáxias, Barça x Real e eu só pensava numa coisa: “será que o Donato vai estrear hoje contra o Juazeirense?”

Essa era a dúvida que me acompanhava durante todo o dia. Nem a editoração da Revista Yatch me preocupava nesse dia. Pobre Elaine Quirino. Desculpa, chefinha. Não podia te ajudar nessa fatídica noite. Algo mais forte estava ao meu aguardo.


Chegamos no estádio de PituAço e o placar anunciava as mudanças de Joel. Nada de Jussani ou Danny Moraes. Era Ele a dividir a zaga com Titi. Na “meiuca”, mais mudanças. Diones voltava ao time, como pedi ao Joel nas minhas preces. O menino Madson estava na lateral (merecia uma oportunidade). Na frente, Rafael e Lulinha. Tava legal.

Contudo Seu Santana não podia me deixar somente feliz. Veio com Hélder na lateral esquerda e Vander no meio. Nada é fácil pra gente…

Começa o jogo. Três minutos de sufoco adversário e… pronto. O Bahiarcelona de Joel começava a tocar a bola. Pá daqui, pá de lá. Tava bonito. Aí rolou uma falta na intermediária. Cobrança na cabeça de Fahel e o artilheiro dos “quase-gols” fez um de verdade. Brocamos!

Festa na torcida. O BahiAço ressurgia. No meio de campo, domínio quase absoluto. O Gladiador incomodando a defesa do Juazeirense. Lulinha endiabrado, Vander errando tudo, e lá atrás, a classe de Titi e… Rafael Donato. O negão é um pipoqueiro dos bons. Seria reserva lá no Bába do Vale dos Barris, mas tinha lugar em meu time garantido no segundo tempo. Pra onde o nariz apontava, a bola ia. Tirou tudo, jogando feio, sem classe mesmo. Chegou a furar e cair de bunda no chão, mas tava em todas. Foi na área, tentou cabecear a bola, lutou, roubou a bola de novo, tocou pra Lulinha. Pensei alto e puxei os risos dos vizinhos de arquibancada: “porra de Messi, Donato é o cara”.

Depois disso o Bahia sumiu. Apagão geral, igual no Rio.

Vander esqueceu que foi escalado como Meia. O time partiu pra um 4-3-3, com ele, Lulinha e Gladiador na frente. O papel de meia coube ao fora-de-forma, Diones. No apagar das luzes, numa das raras grandes jogadas de Hélder, o volante-improvisado-de-lateral deixou Rafael cara a cara com o gol. Fominha, não tocou pra o lado, mas no rebote do goleiro a bola sobrou pra o craque da noite. Lulinha, caindo, deu números finais ao placar. Fim de primeiro tempo, Bahia 2a0 no fraco Juazeirense e metade da torcida vaiou o time na saída. Poxa! A última vez que tinha visto meu time ganhando em casa foi contra o Ceará, ano passado, galera. Vamos aplaudir os caras…

Intervalo e conversei com o vizinho do lado esquerdo: “rapaz, se não tirar Vander agora, ele vai tomar uma vaia miserável na volta”. E o Bahia voltou igual pra o segundo tempo. Vander continuou errando tudo, porém com um pouco mais de esforço. Saiu vaiado e batendo no braço. Meu pai gritou: “lugar de doar sangue é no Hemoba, rapaz.” A torcida voltou ao riso.

No primeiro tempo o Bahia foi um time apático, contudo com dois gols no placar. Já no segundo a coisa se inverteu. O time partiu pra cima, tentou várias vezes, começou a jogar “melhorzinho”, mas a bola não entrou. Quem entrou foi Junior que fez o mesmo que o Rafael. Nada! Moraes também entrou e mostrou que não pode ser banco de Vander.

Entretanto, senhores, a noite foi de Rafael Donato. Um Fabão reencarnado. Quero ver passar agora, por Fahel, Diones, Fabinho, Titi e Donato.

Bora Baêa Minha Porra! Quem tem Lulinha e Moraes, pode esperar até junho para a estréia de Jefferson. Boa recuperação, companheiro. Que venha o Serrano, o atual (e eterno) vice do Baianão, o Barcelona, ou o Real Madrid. Olêlê, olalá, Donato ta aí, e o bicho vai pegar…

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