E:C Vitória: 2011 o ano da incompetência

Foi mais um longo ano, cruel, humilhante e desgastante como muitos outros na história de milhares de times de futebol deste país e do mundo. Mas para o Vitória é sempre diferente, e 2011 entrou para a história dos 112 anos de fundação do clube como um exemplo de incompetência, desorganização e irracionalidade, de derrotas absurdas e inexplicáveis passadas de competições para competições, humilhando uma torcida que foi fiel e paciente, e que não merecia terminar esta temporada nestas condições. Confira, matéria da Tribuna da Bahia

Ninguém, nenhum clube ou Associação, tem obrigação de vencer, de ser campeões todos os anos, de todas as competições. E não são, como não é o poderoso Barcelona, da Espanha. Ganhar e perder faz parte do próprio espírito do esporte, você pode ser o último colocado, desde que tenha a consciência de que lutou, competiu, para ser o primeiro. Em 2011 o Vitória jamais teve este espírito vencedor, ao contrário, será eternamente lembrado nas páginas da história, exemplo de que nada está ganho e que tudo pode acontecer.
O Vitória, com uma folha superior a R$ 1,2 milhão, foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil pelo Botafogo da Paraíba, com um time que não chegava a 30% da sua folha do Departamento de Futebol.

Continuou no Campeonato Baiano. Pela segunda vez, em casa, negou à sua torcida, diante de um público de quase 40 mil pessoas, o título inédito no clube de pentacampeão baiano, perdendo de 2 a 1 para o modesto e estreante Bahia de Feira de Santana, quando jogava as finais com a vantagem do empate, e na decisão abriu o placar, fazendo 1 a 0 no Barradão.

Na disputa da 2ª Divisão, como uma cópia boquirrota, amassada e esdrúxula da incompetência do Campeonato Baiano, passando a sensação de nada foi feito, e que seus dirigentes assistiram a tragédia de braços cruzados, o Vitória fazer 1 a 0 sobre o São Caetano, e em cinco minutos finais, outra vez diante de quase 40 mil torcedores, dentro de casa, perder o jogo de virada, por 2 a 1, e entregar para o Sport de Recife a vaga para a 1ª Divisão do Brasileiro de 2012.

O único “acerto” que esta diretoria teve ao longo de 2012, foi na sua campanha de marketing: “Boté fé, o Leão vai subir”. Acertaram os dirigentes do Vitória, só não disseram que se tratava de outro clube, que não se tratava do Leão baiano, e sim o Leão rubro-negro de Pernambuco, o Sport de Recife, que eles literalmente ajudaram a subir.

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