Bahia: Seja bem-vindo Renê Simões!

Scollari destacava ontem na Folha de São Paulo a função da psicologia na boa fase do Palmeiras. No alvi-verde paulista estão trabalhando com uma psicóloga de grupo, que mereceu recentemente o reconhecimento público do treinador. Ela fornece o perfil de cada atleta e passa ao treinador, este então consegue interferir melhor no emocional do grupo com tais informações.

Eu não tenho dúvida do acerto na contratação do novo treinador do Bahia por sua capacidade em mexer com o emocional dos jogadores, especialmente como no Palmeiras. Além do perfil de motivador, quem se der ao trabalho de ler o currículo de Renê verá que ele tem o melhor currículo dos últimos treinadores do Bahia que aqui estiveram. Colocaria Renê Simões ao lado do Márcio Araújo. Tanto Márcio quanto Renê possuem como característica principal a valorização do atleta, o respeito e a parte motivacional.

Quem puder dê uma conferida na formação da seleção jamaicana e da seleção brasileira feminina de futebol. Verão que Renê fez um trabalho de longo prazo que teve o mérito de formar um grupo consistente e focado num único objetivo. Teve na Bahia um ótimo momento em 2005 quando foi campeão pelo arqui-rival.

Acredito que Renê possa fazer um bom trabalho no Bahia e resgatar um pouco da chama do Bahia do campeonato passado pela sua larga experiência internacional e nacional. Porém, uma coisa é certa: pode haver dentro desse grupo algum jogador ou sub-grupo que esteja incomodado e isolando alguns jogadores com o aval da imprensa.

Por que digo isso? Como é que Tressor, Ramon e Marcos desaprenderam a jogar bola do dia para a noite? Há um componente além do aspecto técnico que pode estar contribuindo para esse baixo nível técnico de jogadores bons. Não são craques, mas são bons jogadores.
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