Meio time do Vitória no banco dos réus

Hoje à noite sentam no banco dos réus meio time do Vitória, algum dirigente e até um peru-penetra raciado com perdiz entra no samba e assina a pauta para julgamento pelas pataquadas do último BAXVI, vencido de forma licita e merecida pelo Esporte Clube Bahia, por 2 x 0, no Estádio Metropolitano de Pituaçu.

Qualquer penalidade que por ventura venha acontecer, (que não creio) será barato e absorvida com tranquilidade, especialmente para os dirigentes do Vitória. O objetivo da chiadeira foi claro e é utilizado desde época onde a bola era marrom e o arco-íris preto e branco: esconder a incompetência, escamotear a derrota, não admitir o fracasso e transferir de forma sorrateira para fora, erros cometidos dentro do clube e, sobretudo do campo de jogo na ocasião.

Serão julgados hoje a partir das 18 horas, o goleiro Viáfara, o meia Bida, o lateral-direito Nino Paraíba, o atacante Neto Baiano, o volante Uelliton e o técnico Antônio Lopes. Os dirigentes, Alexi Portela Júnior, Mario Silva, Beto Silveira, o médico Luiz Felipe Fernandes e um tal de Perdiz, este por ter agredido um funcionário do quadro móvel da FBF. A Tribuna da Bahia desta terça-feira, relembra o caso e projeta possíveis punições para os envolvidos. Confira

“Pense duas vezes antes de falar ou agir, para não ser levado pela raiva e cometer bobagens que possa se arrepender depois”. A afirmação, que também pode ser encarada como um simples conselho ou severo sermão, é comumente usada por pessoas mais experientes, a fim de controlar a impulsividade dos entes queridos.

E por não lembrar dessa lição, dirigentes e jogadores do Vitória, questionaram, inclusive com ofensas, a arbitragem de Jailson Macêdo Freitas, no segundo clássico Ba-Vi do ano, vencido por 2 a 0 pelo Bahia. Por tal prática foram denunciados pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia e sentam hoje, a partir das 18h30, no banco dos réus, correndo risco de não poder exercer suas funções durante a 2ª fase do Campeonato Baiano.

O árbitro Jailson Macêdo, ofendido moralmente, até aliviou para os jogadores na súmula, preferindo informar que Ney Souza Cunha, funcionário do quadro móvel da FBF, relatou ter sido agredido por José Perdiz, diretor rubro-negro, e que ouviu xingamentos e acusações por parte da alta cúpula, no qual citou Alexi Portela Júnior, Mario Silva e Beto Silveira.

Mas o presidente da Federação Bahiana de Futebol fez questão de reunir as declarações de atletas e dirigentes para encaminhar ao TJD, que aceitou a denúncia.

As principais queixas foram pela não marcação de um suposto pênalti cometido por Ramon em Elkeson e uma falta sofrida por Nino Paraíba, também não marcada, pouco antes da jogada que originou o primeiro gol do Bahia. Na ocasião, Jailson foi acusado de “vagabundo, tendencioso e ladrão” por parte dos rubro-negros, enquanto outros optaram por fazer gesto de que estavam sendo roubados, e Neto Baiano, um dos mais exaltados, afirmou que “agora são 14 contra 11”, ratificando sua opinião de que o trio de arbitragem favoreceu o adversário.

Entre os que serão julgados hoje estão o goleiro Viáfara, o meia Bida, o lateral-direito Nino Paraíba e o técnico Antônio Lopes, enquadrados no artigo 243-F do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) – atuar de modo prejudicial à equipe que defende afirmando vantagens – o que pode render uma suspensão que varia de 180 a 360 dias.

Em situação mais grave estão Neto Baiano e Uelliton. Os dois foram expulsos na partida e serão julgados com base nos artigos 243-F e 254 (prática violenta), podendo pegar de duas a seis partidas de suspensão. O atacante ainda entrou no artigo 258 (atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva), que prevê suspensão de uma a dez partidas. Além dos dirigentes citados, o médico Luiz Felipe Fernandes também será julgado. Estes correm o risco de pegar entre 180 e 360 dias de suspensão.
Dia 20/03/2011 – Ao vivo: Camaçari x Vitória

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