Quem é o presidente do Bahia?

Por muitos anos, a direção do Bahia foi taxada de amadora e autoritária, tendo os dirigentes Ruy Accioly e Petrônio Barradas como os símbolos sagrados da administração de roça que foi imposta ao clube, desde a era Paulo Maracajá; estes dirigentes também eram conhecidos como os reis do atraso. Todos exigiam uma administração moderna, transparente, com profissionais competentes e remunerados em cada departamento com liberdade e autonomia para colocar o clube, finalmente, na era do profissionalismo e afastá-lo da escuridão desportiva em que foi submetido através de um amadorismo quase incurável e tratado a base de band-aid.

Do nada surge a figura de Paulo Angione, assume e divide responsabilidades no departamento de futebol, trazendo prestígio e uma nova dinâmica de administração e, junto com a torcida e toda a diretoria, conduz o clube, depois de longos anos, à primeira divisão do futebol brasileiro, é aplaudido de pé pela torcida do Bahia.

Surge o caso Jael: Paulo Angione assume uma postura firme e, dentro das suas atribuições, acertadamente descarta o jogador. Um dia após, um dos sites azul vermelho e branco estampa na sua página principal: Quem manda no Bahia? Quem é o presidente do Bahia? Quase por hipnose ou talvez mágica, esqueceu que um dia exigiu democracia e modernidade, porém, no episodio se manifestava estranhamente de forma retrógrada, inspirado no passado amador do Esporte Clube Bahia, onde um mandava, alguns batiam palmas e todos passavam vergonhas e humilhações nas Séries C e B.

Surge o caso das péssimas contratações feito pelo Paulo Angione e, novamente, a cantilena se repete, agora através de nota da torcida organizada BAMOR, que em um trecho diz: O presidente entregou o “nossos” clube, e ele (Paulo Angione) como desejasse a destituição do cargo, de quem um dia foi festejado como moderno e inovador e responsabilizado como um dos pilares do meio sucesso do Bahia em 2010.

Críticas diretas e retas, duras e pontuais ao Paulo Angione são legítimas, válidas e completamente procedentes neste momento e entre os críticos me incluo, em plena veemência, porém, desqualificar, pulverizar o cargo e de forma subliminar exigir uma postura única de um manda chuva só nos destino do clube, é um retrocesso digno de épocas onde Paulo Maracajá, Marcelo Guimarães, Rui Accioly e Petrônio Barradas Carneiro eram conhecidos como homens de vanguarda.

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