Direitos transmissão do Brasileiro e as TVs

Durante toda essa semana o que se fala e se comenta na imprensa esportiva, especialmente do eixo Rio e São Paulo, são as negociações do Clube dos 13 com as TVs, sobre os direitos de transmissão do Brasileiro a partir do ano que vem.

Corinthians, ameaçando abandonar o C13 e exigindo uma partição maior na cota de patrocínio junto com o Flamengo, os clubes do Rio de Janeiro largando nota conjunta sinalizando uma posição única, a Rede GLOBO afirmando que não participa de leilão, enquanto a TV Record, incansável na sua luta legítima para adquirir os direitos no meio, encarecendo uma negociação que parece longe de uma solução em curto prazo.

O eterno presidente do Vitória, Paulo Carneiro, no seu BLOG sediado no Site Arena Nordeste, joga uma luz sobre o assunto, vai lá no fundo do Baú, esclarece alguns pontos dessa batalha política em que se transformou os direitos de transmissão do Brasileiro, depois que a TV GLOBO perdeu o direito de preferência. Confira.

A CRIAÇÃO DO C13 em 1987 e seus reflexos no futebol brasileiro deixaram uma seqüela que agora é usado pela CBF para tentar ajudar a Globo a não perder a concorrência nos direitos de transmissão. A CBF, que devia ficar neutra, buscando moderar os interesses dos seus filiados, busca influenciar na decisão e tumultuar o processo.

A Globo sabe que, dividindo os clubes, aumentam suas chances. Implodindo o C13 e negociando individualmente, ela pode pagar mais a alguns clubes, mas no conjunto acabará pagando menos. E quem vai pagar o “pato” mais uma vez são os menores. E ASSIM nasceu o C13, onde apenas o Bahia, por ter sido campeão brasileiro, foi convidado e se misturou entre os grandes. Só que eles não contavam com a reação dos outros clubes.

A partir de 1991, em Salvador, criamos a ABRACEF com a presença do Diretor de Futebol da CBF, já falecido, Domingos Leal. Ele, como maranhense e nordestino, não concordava com aquela discriminação. Foi uma luta insana para firmar uma posição. Os grandes não podiam jogar só entre eles. O país era muito grande. A CBF precisava do apoio das outras federações. O negócio da convergência estava nascendo – primeiro com a TV aberta e depois com a chegada da Fechada (assinatura). As operadoras precisavam de outros mercados para vender seus pacotes e o futebol atraia mais de 50% do público. Continue lendo aqui.

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