Todo mundo feliz, não aconteceu nada!

O assunto é de branco, como sou colorido, não doou palpite anda que conheça as “confrarias” de outros naipes, que como carrapatos sobrevivem lá do outro lado de uma cerca de cimento armado, que ostenta uma bandeira azul vermelha e branca.

Entretanto, o desabafo hoje e agora, é de um rubro-negro que tem serviços prestados dentro do Vitória. Walter Seijo que foi vice-presidente do rubro-negro durante a gestão Paulo Carneiro, publica um texto duro, na edição desta terça-feira da Tribuna da Bahia, onde comenta indignado sobre o atual momento rubro-negro. Leia, confira e tire suas conclusões.

Sinto uma enorme frustração quando vejo o Internacional com uma certificação ISO. Estava dentro do nosso planejamento, certificar o Vitória e nestes últimos cinco anos vimos o “projeto caranguejo”. Cinco anos andando para trás. Todos que estão pensando no time que está sendo montado agora, precisam saber que é uma conseqüência a formação de um time. Importante mesmo é a montagem do negócio como um todo, é obvio que o todo trabalha para que o resultado final seja um time de alto nível.

Neste momento o Vitória não tem visão do todo, não conhece bem as partes e está claro que anda perdido. A percepção que o mercado tem é que o Vitória é um ex-emergente, está com cara de Náutico, de Fortaleza, de um clube comum sem força e sem expressão. Um claro exemplo de ‘empurração’ com a barriga, de costas para o sócio, assim é hoje o modelo adotado por quem o dirige, divertindo-se com um negócio muito sério que é o Vitória, um grande clube do futebol brasileiro.

O Conselho parece estar em festa! Derrota entristece as pessoas que têm vergonha, que sentem a perda. Ao invés disso, faz-se eleição com festa! O Vitória voltou ao tempo que tinha dois times por ano, um para cada semestre, diretores amadores saindo por aí com um talão de cheques contratando jogadores de categoria duvidosa, aqueles que o mercado rejeita, em resumo o que sobra e ninguém quer.

A política de Divisão de Base foi para o espaço. A manutenção de uma base para dar seqüência ao trabalho realizado no ano anterior, esta já está morta e enterrada. Tudo que foi feito no passado, e deu errado, entra em cena novamente. As mesmas figuras, o mesmo jeito pré-histórico de pensar e agir, e o sonho de um grande clube, vencendo desafios, crescendo de maneira constante e sustentável indo pro brejo, direto e reto.

Esta confraria está arrebentando o Vitória; um barco a deriva.

É possível mudar isso e trazer o Vitória novamente para o seu rumo de crescimento? Claro que sim! Para isso é preciso atitude e caráter, determinação para mudar o errado, que salta aos olhos. Quem se importa com isso? Época de férias, os barões indo para suas festas, viagens, tudo certo. E agora quem está pensando no Vitória? Ninguém! Um barco sem rumo ao sabor dos ventos e das correntezas.

É uma pena. Continuem pensando na próxima reunião dos 21 Cardeais para resolver a quem será dada a próxima comenda Arthêmio Valente. Continuem pensando como vocês vão explicar aos sócios, torcedores e a sociedade em geral, mantendo escondidos os balanços e os DRE’s como o fazem há cinco anos. Mostrem o “buraco negro”, antes que seja tarde, e não venha a transformar-se na “cratera negra”.

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