Goleiro Renê do Bahia é suspenso por um ano

Não faltou emoção no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na noite desta terça-feira, dia 19 de outubro. O goleiro René, flagrado em exame antidoping, acabou suspenso por um ano pelos auditores da Segunda Comissão Disciplinar, em decisão por maioria de votos. Assim, o jogador de 33 anos só poderá voltar aos gramados em outubro de 2011. Mas nada está totalmente perdido para o jogador do Bahia, já que ainda cabe recurso ao Pleno. Até lá, Renê segue suspenso. Confira todos os detalhes numa matéria do Site Justiça Desportiva.

Renê, que esteve presente no julgamento, respondeu ao artigo 2.1 (presença de uma substância proibida em uma amostra colida) do Código Mundial Antidoping, após ser flagrado por usa da substância Furosemida, no dia 28 de agosto, na partida contra a Portuguesa, válida pela 17ª rodada da Série B. Depois de jogar mais seis jogos, o goleiro foi suspenso preventivamente logo após a divulgação do resultado do exame.

Depoimento de Renê é marcado por choro e emoção

Ao começar a falar sobre o assunto, o goleiro disse que, em 15 anos de carreira, nunca teve problema com doping. “Na semana do jogo com a Portuguesa aconteceu o doping. No jogo da Ponte Preta fui comunicado sobre isso e fiquei surpreso, sem chão. Nunca imaginava que isso ia acontecer na minha carreira. Sempre aconselhei os jogadores quanto a isso e acabou acontecendo comigo”, disse o jogador, explicando em seguida como soube mais detalhes do caso.

“Liguei para a minha casa para saber quais remédios tínhamos e minha esposa me disse os nomes. Naquele momento fiquei nervoso, porque, com 33 anos, a minha carreira pode ter acabado”, disse Renê, muito emocionado. Em seguida, não conseguiu terminar de falar, ainda chorando.

“Quando minha mulher me disse que sempre me dava essa medicação, no calor da emoção disse que ela acabou com a minha carreira”, lembrou o goleiro, que disse que sua esposa lhe dava esse remédio há cerca de oitos anos, e que ele tem picos de dor de cabeça, que vem de histórico familiar.

Renê alegou que não fez nenhum exame ainda para identificar problemas de pressão alta, que é comum em sua família, e que na Série B deste ano já participou de três exames de dopagem. O goleiro ainda lembrou que fez exame durante o Campeonato Paulista, quando defendeu o Mirassol.

Esposa disse que foi cobrada até pelas filhas

Roberta, esposa do jogador, afirmou que sua sogra indicou a medicação e que ela começou a dar para o jogador quando este sentia dores de cabeça. “Estou me sentindo péssima, porque não é fácil pensar que posso ter prejudicado a carreira dele, justamente agora que ele conseguiu estar num time de grande torcida. É difícil para mim ter minhas filhas cobrando que os coleguinhas da escola perguntam porque a mamãe foi dar remédio para o papai”, contou ela durante o depoimento.

Roberta afirmou que não consegue imaginar a possibilidade de Renê ficar suspenso por dois anos, ressaltando que o jogador não tomou o medicamento para mascarar o uso de qualquer substância proibida ou para ter uma melhor performance em campo. Ela ainda disse desconhecer que o medicamento é diurético.

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