Clima quente no CT do Vitória…

Toninho Cecílio apesar de ter errado em algumas substituições e até mesmo na escalação do time contra Corinthians, em minha opinião, acertou e muito na discussão que tivera com o jogador e com o grupo. Não vi em nenhum momento ele sendo descortês ou humilhando o atleta perante os outros. O dedo em riste foi um mero detalhe na discussão e prontamente foi resolvido ali mesmo. Precisamos ganhar pontos e como o próprio treinador disse, precisamos dar mais. Apesar de ser um excelente atleta, Egídio não marca e muitos dos gols que sofremos foram em suas costas. Quem não se lembra do jogo contra o Grêmio? O mesmo atleta não gostou da substituição e foi logo repreendido por Ricardo Silva, ex-técnico do Vitória. Sua resposta imediata foi: – Quem manda aqui sou eu! Por que com Toninho tem que ser diferente? O fato é que o Vitória está dando chance para o azar. Muitos jogos considerados fáceis o Leão se complicou. Tomar gols aos 47 minutos é inaceitável e isso vem acontecendo com freqüência. Qual de vocês não queria esbravejar também para os atletas?

Quem assistiu à partida contra o Guarani sentiu na pele a falta de vontade e pegada dos jogadores. O jogo poderia ser decidido no primeiro tempo, entretanto o mesmo e velho conhecido da torcida deu sopa para o azar. Os três pontos que eram certos se transformaram em um e a proximidade com a zona de rebaixamento faz com que alguns torcedores se desesperem.

Quem não queria o técnico por ser um mero desconhecido, briga de todas as formas para tirá-lo. E quem esperou para ver já começa a ficar preocupado. Será que a panelinha vai ser formada novamente para derrubar o treinador? E esses pontos perdidos poderão ser recuperados lá na frente? O certo é que treinador vai embora, jogador muda de destino, dirigente muda de clube e a instituição padece. Vamos focar dentro do campo, jogar com vontade e deixar briguinha ”manipulada” para dar um tom de despreparo por parte do treinador pra lá.

Isso acontece em todos os clubes e inclusive o Felipão, treinador do Palmeiras teve que recorrer a esse método para chamar o time à realidade. Cada treinador tem sua personalidade e maneira de trabalhar. Não sou defensor de treinador, porém quero mostrar que essas brigas acontecem e tentar dar um ar de absurdo nela é criar tempestade em copo d’água. Alex, nunca é demais ouvir, portanto sugiro uma boa conversa com jogadores, treinador e dirigente. Acertar as arestas vai ser tão importante quanto ganhar do Internacional na quarta. Não deixe os jogadores criarem um clima ruim e não dividirem bola no jogo. Para imprensa, sugiro que a trate com igualdade e não entre em clima de discussão, pois só abala você e o clube.

Alex Bruno – Confira esse e outros artigos aqui

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