Segundona inglesa cede mais atletas do que o Brasileirão

A Copa do Mundo que está sendo realizada na África do Sul, tem 28 jogadores que fazem parte de times de série B de vários campeonatos mundo a fora. Até a Argentina, tem representante que não disputou a elite nesta temporada, o jogador Jonas Gutiérrez que participou da campanha que garantiu o retorno do Newcastle à Premier League.

São Paulo e Internacional, brasileiros semifinalistas da Taça Libertadores: jogador algum na Copa do Mundo. Inexpressivo Montova, rebaixado à Série C da Itália: um representante na África do Sul – o terceiro goleiro da Eslovênia, Jasmin Handanovic. Por maior que seja o evento, por mais craques ele reúna, há espaço para jogadores de divisões inferiores participarem dele.

A edição de 2010 reservou vaga para 28 atletas (eram 29 até o corte de Julio César de León, de Honduras) que não atuam em Primeira Divisão. “The Championship”, da Inglaterra, é a principal fornecedora, com oito atletas cedidos. Logo atrás vem a Bundesliga 2, da Alemanha, com seis. Só para efeito de comparação, o Campeonato Brasileiro tem seis representantes na África.

A lista do “lado B” tem nomes de ressonância internacional, como o atacante mexicano Cuauhtémoc Blanco. Aos 37 anos e depois de alguns anos nos Estados Unidos, ele retornou ao futebol de seu país para atuar na segundona pelo Veracruz.

– Não é injusta a convocação do Blanco. Apesar de reserva, ele é o grande líder deste time. Diria que o termômetro – disse o jornalista mexicano Abraham Guerrero, do diário “El Universal”.

Se na seleção brasileira há espaço de sobra para atletas das elites da Alemanha, Espanha e Itália, o técnico da Argentina, Diego Maradona, pinçou na Série B inglesa um de seus nomes de confiança. Jonas Gutiérrez, de 26 anos, participou da campanha que garantiu o retorno do Newcastle à Premier League.

– Eu o levaria mesmo que ele estivesse na terceira divisão. Não importa onde os atletas estejam, mas sim como estão jogando – declarou Maradona aos veículos locais quando questionado sobre a opção.

Titular na histórica vitória do Chile sobre Honduras na estreia, o goleiro Cláudio Bravo penou na segundona espanhola no Real Sociedad. Mesmo assim, mereceu a confiança do técnico Marcelo Bielsa.

Mas para algumas seleções menos expressivas, recorrer a jogadores que não atuam na elite é bom negócio. Certamente o Campeonato Neozelandês é mais fraco do que a divisão de acesso da Inglaterra, por exemplo. E a seleção da Oceania é a recordista em convocados que atuam fora da divisão principal: seis. Quatro jogam na Europa, mas dois deles sequer têm contratos vigentes: Dave Mulligan e Simon Elliot.

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