A seleção de Dunga, comprometimento e a Bahia

Há pouco tempo tenho acompanhado a evolução do futebol com a crescente publicação de livros e cursos universitários especializados com a administração esportiva.

Temos visto um avanço também na troca saudável de informação entre sítios de conceituado padrão na internet, como o “futebolfinance” e a “universidadedofutebol”, que exploram o futebol não mais como apenas jogos para diletantes em folga do trabalho.

Hoje, sobretudo com a dimensão social que o fenômeno da prática de futebol assumiu, com motivo de ascenção social e a movimentação de vultosas quantias, revela-se a necessidade da profissionalização completa dos cidadãos que transitam nesse meio.

A seleção diante desses fenônemos vem se destacando desde 1958 com uma prática extra-campo de intensa preparação para a Copa do Mundo e investimentos altos que tratam o futebol não mais como esporte para meramente exibição, tornando o futebol como deve ser: um esporte de resultados.

O mito do futebol arte e do improviso na verdade já começou a cair desde de 1958 quando a seleção nacional teve uma preparação altamente profissionalizada antes e durante a Copa, que afastou dos nossos torcedores e jogadores o tal complexo de vira-lata. Propondo-se a seleção a desempenhar fora de campo um nível a altura dos nossos talentos trará para o Brasil muito mais títulos.

Hoje, a seleção está convocada e no meu entender muito acertadamente privilegiou o foco do comprometimento do atleta com a seleção. Jogadores com excesso de peso, vida desregrada e falta de equilíbrio emocional não tiveram chance nessa seleção, apesar dos mimos com que a imprensa os trata.

A não convocação de Ganso e Neimar podemos criticar como lógicas e motivos de estabilidade para o grupo, posto que os dois jogadores, muito talentosos, deverão ser refenciais ainda no futuro; ainda não possuem qualquer experiência com competições internacionais. Ao contrário, as passagens de Neimar e GAnso nas divisões inferiores da seleção foram pífias.

Na nossa Bahia também não pode ser diferente. Ou a Bahia se profissionaliza seu futebol de uma vez com gestão profissionalizada, critérios de contratação mais responsáveis e acompanhamento da vida do jogador fora e dentro de campo ou a Bahia vai continuar sendo alvo fácil de clubes de menor tradição.

Deixe seu comentário!

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*