Nova moda no Fazendão: Montagem de asilo

Mais uma vez, o Bahia começa mal a temporada em termos de planejamento. Como se não bastasse o êxodo de quatro importantes nomes que deram certo em 2009 – tidos como prioridades para o clube – em situações de causar estranheza, eis que os donos da agremiação resolvem implantar um mini-asilo em pleno fazendão, com o anúncio do ex-jogador Edilson e, provavelmente o ex-meia Preto Casagrande.

Não é difícil prever um 2010 de insucessos e fatos capazes de ampliar a ridicularização, a chacota em todo o território nacional, pois o Bahia tem sido cada vez mais requisitado não somente engordar currículo de atletas medíocres, como para postergar trajetórias de nomes outrora respeitados, mas atualmente trilhando o caminho do museu do esquecimento, a exemplo de Edilson.

E quanto ao jogador em questão, há indubitavelmente aspectos pouco discutidos, mas merecedores da preocupação de toda a nação tricolor. Todos sabem que Edilson é amante das noites boêmias, que é acostumado a montar panelinhas para decapitar treinadores que não atendem as suas conveniências (já esqueceram de que ele foi um dos principais artífices, junto com Vampeta, da derrocada do arqui-rival para a segundona em 2004?). E pro Bahia, que ultimamente costuma atrasar salários então!… (acredito até que, tivesse ele naqueles momentos de sufoco entre setembro e outubro/2009, provavel que o Bahia hoje estaria fazendo planos para enfrentar Juventude, Ananindeua, etc.).

E isso remete a famigerada diretoria cometer os mesmos erros do ano findado, pois terá que trazer uma boa peça para o setor (afinal, o homem já beira os 40 anos) e tenho dúvidas de que Edilson aceitaria a sentar no banco caso essa hipotética “sombra” tivesse melhor produção nos gramados do que ele.

O Bahia corre novamente o risco de inchar o elenco com novas aquisições (reorganização de pagamento de salários, luvas, direito de imagem), novas dispensas (pagamento de recisões, dívidas trabalhistas…), culminando com atrasos salariais e insatisfação no grupo.

Interessante mesmo é a base contratual sendo montada (salário de R$ 3 mil por partida). Levando-se em conta que o Bahia pisa nos gramados em média de 2 vezes semanais, ao final de cada mês – se cumprir todos os compromissos, ainda que dificilmente atuará em todos os jogos com sequer 45 minutos – Edilson estará esquentando os seus pagodes sob a bagatela de R$ 24 mil. É muito dinheiro – parafraseando o inesquecível Armando Oliveira – migrando para um autêncico ex-jogador em atividade.

Wilson dos Santos

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