Atacante Índio promete não perdoar por aqui

foto do atacante Indio do Vitória Durante parte da semana, as conversas nos becos e quebradas de todos os BLOGs e sites foi a integração festiva do playboy bem sucedido, Renato Gaúcho, ao convívio na terra dos índios, na condição de cacique tricolor.
Muita promoção foi feita, o Bahia capitalizou, elevou a marca e ganhou destaque na imprensa de norte a sul, e agora estamos no aguardo dos resultados.
Hoje, o Correio trás entre suas matérias, o retorno de Índio ao Esporte Clube Vitória, este sim, um verdadeiro cacique, que chega sem fogos ou festejos para tristeza dos tricolores, especialmente aqueles que estiveram presentes na finada Fonte Nova, no memorável Bahia 5 X 6 Vitória em 2007. Confira a matéria de autoria de Ângelo Paz, da edição impressa do Correio. Clique aqui e saiba como foi a trajetória do atacante Índio na Coréia.
A Fonte Nova transpira emoções num certo Domingo, 22 de Abril de 2007. Ali, aquele que seria o último Ba-Vi do palco amado. Está nos descontos e 5×5 no placar, intacto mesmo sob o vento forte vindo do Dique. Os números iriam se movimentar mais uma vez, graças a Índio, cacique maior da tropa rubro-negra. Aos 49, no último dos últimos segundos, a bola lhe procura. Ele solta uma bomba indefensável à meta de Paulo Musse e provoca loucura total na parte Leão do estádio.

Logo em seguida, repete as flechadas da felicidade rumo à massa, em delírio profundo. Um dia marcante pra um atacante a partir dali na história do clássico. Dos seis, quatro foram dele, bom lembrar.

Índio está de volta ao Vitória e doido pra flechar. Nas duas temporadas no Gyeongnam FC, da Coreia do Sul, o cearense de coração baiano não pôde se divertir com a comemoração de sempre. “Lá levava amarelo. Tô com saudade de levar umas flechadas”, brinca, aos 28 anos.

Mais experiente, magrinho e com o mesmo cabelo de antes, o atacante reservou o fim da tarde pra uma visita ao Barradão, onde sua bola deu uma engrenada legal. Trouxe muitas histórias de Chang Won, cidade distante 400km da capital Seul, onde morou por um ano e meio.

Falar coreano? “Que nada. Só aprendi um Anazeiô (Obrigado). Servia pra tudo. Comia uma bistequinha de porco, de boi. Toda folga, pegava o carro e ía pra Seul”, conta.

Tudo muito bom, contudo, bastou poucos dias em Salvador para ter algo que era raro na distante Coreia: o carinho da torcida. “Lá você não tem esse carinho. Aqui os torcedores já me pararam na rua, me desejaram boa sorte. Esse calor é demais”, derrete-se ele, que retorna pra Fortaleza no Sábado, passa Natal e Reveillon por lá e se apresenta na Toca dia 4 de Janeiro junto com toda a galera.

AMIGO

Falando nisto, Índio volta à velha casa com poucos moradores das antigas. Bem conhecidos, só Bida e Vanderson, parceiros de Série C e B. “Pra mim, é a mesma coisa. Estou feliz só de voltar, jogar aqui no Vitória… Espero tudo do mesmo jeito dos bons tempos”, fala. O cacique também conhece o meia Elkeson, na época, da base. Bom retorno!

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