Conselho do Bahia é omisso

Hoje, a Cesta do Povo está entre as empresas que mais cresceram no mercado varejista nacional depois de estar quase falida. O Presidente da EBAL, Dr. Reub Celestino, foi premiado pela associação de varejistas, asociação de empresas públicas e privadas, ficando a EBAL, a Cesta do Povo, em primeiro lugar entre as empresas públicas. Enquanto isso, nosso Bahia, comandado por um Presidente inexperiente, levado ao cargo a contra gosto da maioria da nossa torcida e sócios, contrariando o bom senso e a lógica, que pedia um administrador da envergadura de Dr. Reub Celestino, deixa o Bahia numa situação até ao final do mês com várias promessas não cumpridas e certamente uma dívida maior ainda pela contratação de nada menos de 40 jogadores, inchando nosso elenco e endividando o clube.

Mas, não é só nosso presidente responsável por promessas não cumpridas como a democracia no Bahia e o fim de humilhações iguais a de ontem. Hoje, no Bahia há um consenso opressivo sobre algo que mereceria um debate maior: a “venda” da sede de praia, a dívida de 60.000 milhoes e nosso Estatuto. Mas, não é de hoje que a torcida sabia da qualidade com que se enverga um clube sério, pois entre os pilares de um clube estão a personalidade de seus conselheiros, principais atores de um clube quando a demanda por soluções urgentes é muito grande.

Tivemos na última reuinão do conselho apenas 56 conselheiros discutindo e votando; apenas 56 de um total de 300! Onde estavam os outros senhores conselheiros que aparecem mais em colunas políticas e sóciais ao invés de participarem ativamente de decisões importantes sobre o futuro do Bahia? Uma vez que foram investidos como conselheiros, como representantes maiores de uma nação, eles não se apresentam, estão “lá” por uma questão de apadrinhamento e controle político.

Assim, um clube com um conselho omisso é como uma sociedade de homens empalhados em cadeiras vazias de alma e dedicação. Um ser associativo, um conselho, quando se reúne, está decidindo o futuro e presente do clube e sua alma está brilhando, mas o conselho do Bahia é uma legião de cidadãos lá envergando a bandeira da indecência e imoralidade. Não pode um clube crescer sem sócios ativos e um Estatuto esdrúxulo que impede a escolha de seu Presidente e conselheiros com transparência e democracia. Agora, não pode se culpar só o Presidente, o diretor de futebol e os jogadores!

Em razão disso, um conselho mofado há anos, era de se esperar que depois de 10 anos de humilhações algo acontecesse em renovação e mentalidade do nosso conselho. Mas, o que acontece é justamente o contrário, os filtros existem no Estatuto esboçado pelo conselho deliberativo do Bahia no sentido oposto, conservador. Um time de conselheiros medíocres em conservadorismo, que não entende nada da nada e que foram buscar no rival um exemplo mais eleoquente da gastança sem responsabilidade com um Bahia que teve 40 jogadores em seu elenco.

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