Zen Leão, O Ritual da reação!

Era fim de coletivo e Leandro Domingues pegou sua companheira. Sentou-se na grama, entre a pequena área e o gol. Olhos fechados passou a meditar. E pensou, pensou…. um jeito de elevar o astral. Um repouso mental raro no dia-a-dia da bola. Virou algo espiritual, um mantra, sei lá… Queria cultivar a mente, tipo a filosofia oriental do zen-budismo… foi como dissesse para si mesmo…..

“Eu e a bola, parceiro inseparáveis. Concentro-me nessa manha para energizar o Vitória. O ritual da reação. Pela glória em Barueri. Somos a Bahia na elite. A vibração vai nos levar à alegria e à recuperação. Queremos colar na turma de cima. Peço o despertar do Leão. Saímos do G-4, queremos voltar. Seguir diante, rumo ao topo”

“Ele explicou o esforço; tudo isso é para ver se a bola começa a balançar de novo a rede dos adversários” No semblante concentrado, olhos fechados, a visão do poder rubro-negro. Nada de soneca: “Rapaz, estamos com vontade de mudar isto que você nem imagina”.

Toda essa vontade dá para perceber no cérebro do time de Paulo César Carpegiani. Duas derrotas e o fim da série invicta na toca. Falta garra? “Não, temos alegria de jogar” O mantra é pra botar na rede paulista. Com força da mente e do pé quente de Leandro! Artigo de Paulo Leandro e Ângelo Paz do Correio

O mundo ocidental não entende a riqueza da filosofia oriental. Grandes filósofos orientais, como: Lao Tsé e Buda Gautama são pouco estudados nas cátedras de correntes filosóficas ocidentais. Eles são ignorados por uma tradição ocidental de dominar antes de sentir. Assim, as técnicas de meditação seriam descritas por Freud como esquizofrenia catatônica, como para a filosofia oriental a teoria Freudiana é pura ilusão, pois insiste no desejo. Porém, passados anos de preconceito e exclusivismo vislumbramos a complementariedade das correntes filosóficas do oriente e ocidente. Pois, a unica maneira de aliviar a ansiedade é transpassar a linha do domínio do ego. O ego, que para Freud era o ponto de equilíbrio de sua filosofia, não resolvia o problema do sofrimento do mundo. Por isso, nos voltamos então para a filosofia oriental que não nega o “telos”, ao contrário, o admite e o busca intensamente a fim de encontrar a razão de todas as coisas do mundo. (Maurício Guimarâes)

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