A bomba que os rubro-negros me jogaram

Olha a bomba relógio que eu criei. Meu filho de 6 anos, que já joga na seleção de futebol mirim do colégio dele, veio com a seguinte estória: “papai, o Vitória acabou de empatar com o Flamengo”. Eu fui ver a tevê para ver se era verdade. Claro que eu sabia que tinha um fundo de verdade. O que me preocupou foi o “depois”; meu filho dizendo que torce para o Vitória do bisavô dele e da avó. Fiquei fulo da vida! Porra, doutrinei meu sobrinho, meus filhos para saberem cantar o hino do Bahia, mas o menino foi se interessar em ver o jogo do Vitória contra o Flamento.

Cá pra nós. Eu acho que estou sendo liberal demais, vou meter uma censura radical na televisão. Mas, não ficou por aí. O rapazinho veio com uma onda dizendo que a camisa do Bahia parecia roupa de palhaço, só faltava a minha gravata. Retruquei veementemente com autoridade de pai: “Meu filho, isso é um clube de mil tradições, como é que você se mete a dizer uma coisa dessa?” Ele me desafiou outra vez: “Papai, seu time perde todas, mas o time da vovó ganha, e minha mãe disse que o Bahia acabou.”

Eu não fui muito longe com a disputa com o meu filho, pois sei que ele começou a despertar o “Complexo de Édipo” na cabecinha dele. Portanto, não adiantava eu falar e dizer que o Bahia é bi-campeão brasileiro, que o tricolor tem o hino mais bonito do Brasil e que o Super-homem é o super-heroi mais retado do mundo. Não adianta, meu filho sempre vai dizer que o Vitória, que ele sempre vê na televisão, é o melhor porque ganha. O cabra da peste pernambucano já acha que sabe tudo. Acho que estou criando uma bomba prestes a explodir no coração desse pai prestes a ver seu filho chegar na loja e pedir uma camisa do Vitória. Bum!

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