Pipoca neles no Iguatemi!

Amar para o torcedor apaixonado é para valer. Não se ama pela metade algo. Ou se ama ou não amamos aquilo que nos transcende. O Bahia para mim, assim, tem alma. Uma alma que pega passagem pelos seus protagonistas, mas não são os protagonistas a alma do Bahia. O Bahia é um delírio, um caro delírio e delito de um grito que não se cansa de gritar com a voz rouca: mais um, Bahia!

Mas, o meu Bahia respeita muito as vaias quando o espetáculo apresentado distoa do Bahia e do coro mundano que quer vê-lo jogado no campo com a ferocidade de um exército de desbravadores desavergonhados. O meu Bahia não gosta de exércitos mercenários nem de “pipoqueiros”. Hoje, fala-se loquazmente em atividade meio e atividade fim. Falemos a língua mais certa do torcedor: queremos guerreiros que levantam nossa própria verdade quando lutam, não queremos guerreiros emprestados que pensam na boa vida que a Bahia pode lhes proporcionar.

Hoje, em Recife, a torcida do Náutico fez um protesto elegante quando seus jogadores desembarcaram. Os jogadores levaram um banho de pipoca! Sim, meus caros, não foi um banho para expelir maus agouros, mas um banho de pipoca para os “pipoqueiros”. Pois, vejo que o Bahia precisa de uma banho de pipoca. Um banho com a finalidade de fazer com que os jogadores reajam, sintam na pele que o Bahia é um clube de cabras arretados.

Condenam a raiva como se fosse um sentimento só destrutivo, mas não é. A raiva cura. A adrenalina que liberamos faz com que liberemos substancias toxicas que nos fazem mal se contidas. Devemos liberar essas toxinas como os alvi-rubros, com pipocas jogadas ao vento para que no campo de batalha ganhem bastante intensidade a decisão dos jogadores suarem não só pelos salários, mas como se fossem suas vidas.

Vejam que Daniel se não tirasse a camisa e denunciasse seu amor jamais seria um jogadore de futebol, mas um dirigente chato que diz que a comemoração deve ser feita de determinada maneira e hora marcada. Mas, as leis são criadas para serem descumpridas. Por isso gosto das força dos costumes, da força criadora da vaia e do apluso.

PS.: refiro-me no título ao evento de reservados para lançamentos de marketing do Bahia.

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