Fonte Nova virou ponto de tráfico e assaltos

De principal palco esportivo do Estado a celeiro de moradores de rua, traficantes e assaltantes.

A transformação é radical, mas foi o que aconteceu com o Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, em pouco mais de um ano, desde a tragédia que vitimou sete torcedores. Sem os jogos e a devida atenção das autoridades estaduais e municipais, o lado de fora do estádio virou terra de ninguém. O palco de grandes disputas e conquistas do futebol baiano, como as finais dos campeonatos brasileiros de 59, 88 e 93, continua sendo “lar” de moradores de rua, como denunciou a Revista da Metrópole na edição de novembro de 2008.

Agora, a situação se agravou. O entorno do estádio deixou de ser ponto de encontro de tricolores e rubro-negros e passou a servir como local de distribuição e uso de drogas. Os assaltos também são uma grande ameaça àqueles que precisam transitar pelo espaço, principalmente à noite. Próximo à entrada principal do Balbininho, varais de roupa improvisados em árvores, colchões sobre a grama e barracos armados denunciam que o local se tornou morada oficial de dezenas de famílias, que vivem de forma ilegal e perigosa.

Resta saber até quando. ‘Isso não é assunto nosso’ O diretor-geral da Sudesb, Raimundo Nonato, o Bobô, é categórico: “A segurança da parte externa é assunto da Polícia Militar. Nós não temos poder de polícia. Isso não é assunto nosso”. O ex-jogador informou que se reuniu com representantes do MP, PM e secretarias municipais para tratar do assunto. Mas o secretário do Trabalho, Antônio Brito, negou ter participado de qualquer reunião. “Nem o conheço pessoalmente, mas até gostaria, já que sou torcedor do Bahia”, ironizou.

Medidas emergenciais da PM O comandante-geral da PM, coronel Nilton Mascarenhas, defende que apenas uma operação conjunta poderá resolver o problema. “Precisamos saber para onde levar as pessoas. Tirar por tirar não é o nosso papel. Essa polícia já acabou há muito tempo”, disse. Mas, alertado pelo Jornal da Metrópole, Mascarenhas decidiu adotar ações emergenciais.

Em busca da Petrobras A celeuma em torno do patrocínio da Petrobras para o Vitória foi esquecida, mas a direção insiste que a estatal banque a reforma do Barradão, que inclui troca do placar, colocação de assentos, cobertura do estádio e construção de prédio para camarotes e administração. Bida fica no Barradão Bida estava com a transferência praticamente certa para o Fluminense. O time carioca chegou a ceder Leandro Domingues e Roger, mas o meia rubronegro, após saber das condições de trabalho, preferiu ficar no Barradão e já avisou que só sai para um clube do exterior.

Ladeira abaixo

Nadson retornou do exterior como salvação do ataque do Vitória, mas ainda não encontrou o bom futebol. Além de não fazer os gols que justificam o apelido Nadgol, ele se contundiu e, ofuscado pelo artilheiro Neto Baiano, nem para o banco é relacionado.

Ladeira acima

Qualquer torcedor atento já deve ter percebido que Ricardo Teixeira, presidente da CBF, tem o ministro Geddel Vieira Lima na mais alta conta. Teixeira diz que Geddel sempre cobra coisas para a Bahia e deixa claro que Salvador será sede da Copa de 2014. – Matéria de Raphael Carneiro do Jornal da Metrópole

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