Clubes baianos não sabem ganhar a Copa BR

“Homens brancos não sabem enterrar!”, não assisti esse filme, mas ele tem uma chamada arretada, como quisesse supor que o domínio do basquete era do negro estadunidense. Um filme voltado para o umbigo deles, para variar. Quem gosta de basquete, certamente, deve ter gostado. Farei, então, o que mais gosto como baiano que sou: olhar para o meu próprio umbigo. Resta dizer a razão dessa preocupação narcisista.

Verifiquei que os clubes baianos não sabem “enterrar”. Ops! Ou melhor: os clubes baianos não sabem jogar a Copa do Brasil. Uma Copa que já teve clubes pequenos sagrando-se campeão. Inclusive com uma baiano como técnico, falo de Péricles Chamuska. Entende?! O que falta então para um clube da Bahia chegar a ser campeão da Copa do Brasil? Não tenho a ambição de esgotar o tema tão fértil, mas ouso sugerir que nossos clubes não sabem jogar fora da Bahia.

A Copa do Brasil é marcada pelo um critério curioso de desempate adotado pela CBF: um gol fora vale por dois gols dentro de casa para desempate. Isso significa que jogar fora de casa tem uma importância muito maior que teria em qualquer outra competição do planeta. Vejam que fazer gols fora de casa ou não tomar gols dentro de casa é o diferencial de sucesso ou não dentro desse modo de disputa da Copa do Brasil.

É certo que o modo como os clubes baianos jogam tem muito mais de entusiasmo que de preparação específica para a competição. Faço uma comparação entre um toureiro inexperiente e um outro experiente. Veriam que o toureiro experiente não vai precisar de torcida para ganhar do touro; ao contrário, o toureiro experiente já sabe o que tem a fazer friamente. Na Copa do Brasil é a mesma coisa. O clube que quer chegar a uma final aproveita as chances que tem de jogar fora de casa para fazer gols, enquanto dentro de casa se fecha e joga equilibrando seu entusiasmo em atacar.

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