Alexandre Gallo e Nazareno Silva, os sobreviventes

Os heróis da resistência estarão no gramado de Pituaçu a partir das 17 horas. Bahia e Fluminense colocarão frente a frente Alexandre Gallo e Nazareno Silva, únicos técnicos que continuam no cargo desde o início do Campeonato Baiano, em 18 de Janeiro.

Parece pouco tempo, e é. Mas, na média atual de uma troca de treinador por rodada, passar três meses em um clube virou notícia. A continuidade é baseada no mérito. O Bahia é segundo, dois pontos e um jogo a menos do que o Vitória. Ganhar rima com liderar.

Já o Flu reflete na tabela a posição de terceira força do estado, que persegue desde os títulos de 1963/69. Se vencer, o tricolor feirense igualará os 36 pontos do Bahia. O saldo de gols, certamente não (26 a 7).

Marcelo já cumpriu suspensão pela expulsão no Ba-Vi e volta ao gol tricolor. A ele, um aviso desagradável: o Fluminense pontuou mais fora de casa do que no Jóia da Princesa. Foram 17 pontos em oito jogos fora (70%), somados a 16 nos nove em casa (59%). Pressão dos anfitriões não atrapalha.

Nazareno tenta explicar. “Tem sido bom jogar fora até porque os adversários têm uma proposta diferente. Fora de casa, não se pega adversário tão fechado. E o público (em Feira) é pequeno ainda. O pessoal ainda não percebeu bem a dimensão do que está sendo feito”, continua.

Bem diferente do Bahia, 22 dos 36 pontos obtidos em Pituaçu. Longe de casa, 14. A torcida joga junto. Detêm a maior média de público do estadual, com frequência de 18.163 pagantes a cada tarde ou noite em Pituaçu. Estímulo a mais para o comandados de Gallo voltarem a ganhar, após dois empates seguidos, contra Vitória e Atlético.

O Touro do Sertão resiste. Bravo, tenta quebrar hoje um tabu de 16 anos sem vencer cinco partidas seguidas. A última vez foi pelo Baiano de 1993. Neste ano, o embalo inclui Poções, Colo Colo, Feirense e, por último, o Vitória.

SEDE DE PRAIA

O presidente Marcelo Guimarães Filho negou, por telefone, a intenção de entrar na Justiça para evitar a desapropriação da sede de praia porque a prefeitura não tem condição de efetuar o pagamento em dinheiro.

“A gente não vê com maus olhos uma possível negociação que não envolva dinheiro. O que o prefeito (João Henrique) citou de crédito tributário ou qualquer moeda que o Bahia possa transformar em dinheiro, não é, de início, ruim. Precisa detalhar”.

O Bahia espera receber algo entre R$20 milhões e R$30 milhões, mas deve R$3,17 milhões de IPTU. À União, já que a sede se encontra em terreno foreiro, o Bahia deve mais R$59.780,53, segundo o site do Ministério do Planejamento. Não paga desde 1983. (colaborou Filipe Amorim) Herbem Gramacho do Correio deste sábado

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