Empresário oferece R$ 30 milhões pela sede do Bahia

O empresário Jorge Roque jogou ainda mais lenha na fogueira da polêmica desapropriação da sede de praia do Bahia na noite desta quinta-feira. Roque disse que um grupo comandado por ele ofereceu R$ 30 milhões ao clube pelo terreno. A afirmação foi feita em entrevista no programa dos “Galáticos”, da rádio Itapoan FM. O empresário declarou que pretende transformar o imóvel num dos principais espaços para shows do país e quer evitar a desapropriação do local, anunciada pela prefeitura.

Jorge Roque é um dos sócios da casa de entretenimento “Espetáculo”, que funciona na sede, arrendada pelo clube. “Tenho parceiros em São Paulo que vão nos ajudar a levantar a verba e já apresentei minha proposta ao presidente Marcelo Guimarães Filho”, disse o empresário.

Para Jorge Roque, a desapropriação da sede de praia para a construção de uma praça é uma “insanidade”, um “absurdo”. Ele mandou um recado para o prefeito da capital, João Henrique – “Salvador não precisa de praça. Salvador precisa de empregos”, salientou.

Como argumento contra a demolição, Jorge apresenta os benefícios que a sede traz para a cidade. “Chegamos a gerar até 500 empregos por evento, além de receitas para a prefeitura”.

O empresário ainda rechaçou a ideia de que a sede seria um “elefante branco”. “O que está abandonado é o ginásio e outras áreas, não por falta de vontade do clube, mas por falta de dinheiro. As instalações da Espetáculo vão muito bem. Recentemente, fizemos um investimento de R$ 100 mil nos banheiros”.

Imbróglio

O valor estimado pelo Bahia para sua sede de praia é de R$ 25 milhões. No início da semana, a prefeitura de Salvador entrou em acordo com o clube pela desapropriação da área. Porém, o Tricolor parece inclinado a rejeitar as ofertas do Governo Municipal, que quer pagar a desapropriação em títulos públicos, o que deve “melar” o trato anunciado. A questão pode ir para nos tribunais.

A prefeitura chegou a anunciar a demoliçao da sede ainda neste ano de 2009. No local, seria construída uma praça, como parte do processo de reformulação da orla marítima da capital. (por Jorge Freire – site ecbahia.com.br)

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