Eleição às escuras

Os torcedores conhecerão a data da sucessão presidencial no Bahia até oito dias antes do pleito. O 12º artigo do estatuto do clube institui: “…a convocação será feita mediante a publicação de edital, por três vezes, em jornal de grande circulação…”, com antecedência mínima de cinco dias.

O que o documento não prevê é a obrigatoriedade da divulgação da lista dos conselheiros aptos a eleger o novo presidente entre os dias 1º e 15 de dezembro. E parece mesmo que os nomes dos 323 membros só serão conhecidos no momento da eleição.

“Ficou decidido que não divulgaríamos a lista, porque nas últimas eleições houve assédio a conselheiros e temos até ações tramitando na Justiça por conta disso”, garante o presidente do Conselho Deliberativo, Ruy Accioly, sem, contudo, divulgar nomes.

DESCONHECIDOS

O problema é que, com a decisão, é impossível saber quem tem direito a voto. Vale recordar que o presidente da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Reub Celestino, relatou ter descoberto por acaso que era conselheiro. “Eu não sou sócio, mas, não me pergunte como, na época do trato com o Opportunity, fizeram uma reunião e me nomearam conselheiro”. Com informações do CorreioBOMBA – Pode entrar água na candidatura de Marcelo Filho O jurista Celso Castro, professor de Direito Administrativo da Universidade Federal da Bahia (Ufba), acredita que o deputado federal Marcelo Guimarães Filho (PMDB), recentemente confirmado como candidato à presidência do Bahia, não reúne condições legais para pleitear a vaga de dirigente no clube. Para o professor, que foi entrevistado com exclusividade pelo Bahia Notícias, as funções políticas de Guimarães vão de encontro às recomendações expressas no artigo 54 da Constituição Federal, que impede deputados federais e senadores de celebrarem contratos com instituições públicas (a exemplo do Estádio de Pituaçu, de propriedade do poder estadual) para que não haja favorecimento de órgãos privados a partir da influência dos parlamentares. Como presidente de um clube de futebol, Marcelinho contrariaria a Lei podendo usar de seu trânsito como deputado para beneficiar o clube. ( Bahia Noticias)

Rui Cordeiro é outro nome na sucessão do Bahia Time livre do rebaixamento, já são seis os pretendentes à presidência tricolor. Nesta terça-feira, 18, enquanto o deputado federal Marcelo Guimarães Filho confirmava que anunciará sua resposta depois de quinta, 20, o empresário Rui Cordeiro, com passado ligado ao clube, convidava os envolvidos na sucessão a um debate “onde o torcedor poderá ver quem é o melhor para o Bahia”.

Apoiado pelo advogado César Oliveira, Cordeiro admite que será mais um a concorrer ao pleito, cujo Edital de Convocação não está só pronto, como prestes a ser lançado em um jornal da cidade. Ainda nesta semana.

Além dele e de ‘Marcelinho’, que já retornou a Brasília e teve o ministro Geddel Vieira Lima garantindo que não “tem nada a ver com isso”, a disputa de bastidores conta com o economista Reub Celestino, que segue com o discurso de não bater-chapa; o engenheiro Fernando Jorge Carneiro, da oposição; o advogado Ademir Ismerim, nome que vem perdendo força, e o pecuarista Gilberto Bastos, que, em viagem ao Rio de Janeiro, reafirmou que prefere aguardar os próximos acontecimentos para se decidir.Atenção torcedor do Bahia! carreata mantida para domingo!

Quanto à carreata de domingo, o grupo Revolução Tricolor assegura que está confirmada, a partir das 10 horas, do Vale do Canela à sede de praia. “Se antes seria pró-Reub e nem todo mundo iria, agora será contra o continuísmo, com todos os grupos juntos”, prevê o diretor administrativo Tadeu Gomes. Nelson Barros Neto, do A Tarde

Maracajá teria levado bola nas costas

Segundo o comentarista Márcio Martins, na noite desta terça-feira (18), na Itapoan FM, o conselheiro Paulo Maracajá estaria revoltado, pois o lançamento da candidatura de Marcelinho à presidência do Esporte Clube Bahia, teria sido articulada pelo diretor Ruy Accioly e Marcelo Guimarães pai. Ainda, segundo Márcio, no dia 15 de abril, depois de eleito, Marcelinho formaria um novo conselho com presença mínima do grupo de Paulo Maracajá.

Eleição direta no E.C. Bahia
Ainda não será desta vez que a direção do Esporte Clube Bahia será definida de forma democrática e com a participação direta daqueles que de fato amam o clube. A atual direção acaba de publicar edital convocando assembléia geral para o próximo dia 26, quando será referendado o acordo firmado com as torcidas organizadas Bamor, Povão e o grupo liderado pelo advogado Ademir Ismerin.
O acordo foi celebrado quando da invasão ao Fazendão e tem como um dos itens a eleição direta em 2011. Ademir Ismerin comemorou a decisão. “Pela primeira vez teremos mudanças institucionais no Bahia que partiram de fora para dentro por pressão da oposição”. No próximo pleito a massa tricolor poderá votar. “Agora, teremos os grupos de oposição, a situação – liderada por Maracajá – e a situação B, comandada por Marcelo Guimarães”, disse Ismerin. ( Bahia Noticia)

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