Comelli – ‘Jogadores que eu indiquei, mesmo, são poucos’

Segunda derrota consecutiva, time limitado, média de um gol a cada 180 minutos. Ataque mais improdutivo da Série B, ao lado de Gama e América-RN. Quatro rodadas foram suficientes para expor as deficiências do elenco. A semana do Bahia começou com explicações, outra vez. O técnico Paulo Comelli tenta administrar os problemas em meio aos boatos de que pode sair.

Chegou, jogou – “Temos que pôr para o jogador ganhar ritmo. Nem que seja 45 ou 60 minutos. Há necessidade! Se a gente acha que o atleta vem para ser titular, temos que correr risco. Não vou ficar aqui perdendo. Cabe a mim tomar uma atitude, à diretoria… É cedo, faltam muitos jogos… É lógico que é preocupante, mas era previsto e isso vai permanecer por mais quatro ou cinco jogos”.

Corpo mole – “Temos dificuldades. A equipe esteve apática contra o Santo André. Contra Fortaleza, América-RN e Barueri, teve disposição. Faltou, sim, qualidade no produto final: o gol. A equipe está adquirindo conjunto e sempre coloquei que teríamos problemas no início”.

Dinheiro – “Tentamos vários jogadores de qualidade, mas não conseguimos financeiramente. Tivemos a concorrência de outras equipes, mesmo na Série B, caso do São Caetano, perdemos Everton para o Barueri. Tem a primeira opção, a segunda, daqui a pouco não dá certo, se passa para outra. O Thiago Maciel. Não pude vê-lo jogar. Ligamos para Alfredo Sampaio, Antônio Lopes, ex-técnicos dele”.

Reforços – “Foram tentados muitos jogadores, mas não houve acerto. Você vai sempre nas melhores opções… Devo ter assistido uns 300 DVDs enviados por empresários. Alguns eu tive informações, outros a diretoria, mas jogadores que eu indiquei, mesmo, que jogaram comigo, são poucos. Mas não cabe ficar jogando para um ou para outro. Cabe assumir a responsabilidade e corrigir o que está errado. Funciona por produção. Jogador é como técnico: não produziu, troca”.

Reclamações públicas – “Uma partida daquela, contra o Santo André, o jogador não tem que ficar preocupado. Se não jogou nada, tem que assumir a responsabilidade, como assumo como técnico. É lógico tentar tratar em grupo, mas num jogo como aquele, você acaba colocando. E outra: os jogadores que deram entrevista, falaram que a equipe não jogou nada. Nos outros jogos, não. A equipe está procurando trabalhar no limite dela, correr dentro desse limite”.

Fausto – O volante comentou sobre as críticas de Paulo Comelli aos comandados depois da derrota para o Barueri. “É complicado você ouvir alguém questionando as suas qualidades. O treinador sabe que isso repercute muito. Mas a gente vai poder demonstrar dentro de campo que somos capazes”, diz Fausto.

Mas ele acredita que a reclamação não vai atrapalhar. “Para mim, particularmente, me incentiva mais porque não é a declaração dele nem de ninguém que vai dizer se sou bom ou ruim porque eu tenho autocrítica. A gente respeita a opinião, mas não tem sempre que concordar.”

Time ofensivo para sábado – Para tentar sair da péssima situação em que se encontra, o técnico promete ser ousado já na próxima partida contra o Criciúma, sábado. “Não vou atuar com três zagueiros no próximo jogo, mesmo fora de casa, porque a equipe está criando pouco”.

Dos três zagueiros que se destacaram no estadual, apenas Marcone atuou contra o Barueri. E se contundiu. Agora é dúvida para o próximo jogo quando Rogério retorna após cumprir suspensão. Fechando o trio, Alison ainda não estreou na Série B, mas já está liberado pelo Departamento Médico. Resta ficar bem fisicamente para o jogo.

“Tenho que aguardar o Marcone, que dificilmente deve jogar. O próprio Alison não trabalhou com bola ainda. Vamos aguardar até quinta-feira para saber se podemos contar com eles”, diz o técnico. Com informações do Correio da Bahia/Adaptado.

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