Vitória: falta tranqüilidade para fazer gol, diz Marquinhos

Não dá para dizer que o Vitória ainda não comemorou um gol no Brasileirão. O time e a torcida foram ao delírio com a cabeçada certeira de Leonardo, contra o Sport, mas o tento foi anulado e o Leão precisa conviver com a incômoda marca de nenhum gol feito em duas rodadas.

Há duas semanas, o rubro-negro se gabava de ter um setor ofensivo demolidor, com o matador Rodrigão e o habilidoso Marquinhos municiados pelo maestro Ramon Menezes.

A dupla ofensiva do Vitória marcou oito vezes cada no Baiano e está na ânsia para balançar a rede na Série A. “Precisamos ter tranqüilidade na finalização. Estamos um pouco ansiosos, começamos a competição com todo mundo querendo resolver. Tem que pensar mais no companheiro”, opinou Marquinhos.

O centroavante Rodrigão não acha que esteja havendo excesso de individualidade. Atribui o insucesso nos primeiros jogos a uma indefinição no time. “Estamos no início da competição. O time ainda está procurando um encaixe melhor, um entrosamento maior com o pessoal novo que está chegando”, afirmou.

Fato é que a concorrência no setor aumentou com as chegadas de Dinei e Muriqui e isso preocupa uma unanimidade na época do Estadual. “Aqui, não tem titular absoluto. A briga é forte não só com os que chegaram, mas também com os que já estavam aqui”, disse Rodrigão.

A dupla discorda que a grande diferença de nível entre a Série A e o Baiano influencie na seca de gols, mas o auxiliar Flávio Tanajura vê sentido na teoria. “No Estadual, a gente ganhava de cinco, seis. O nível do Brasileiro é muito mais alto e vamos ter menos oportunidades. Por isso, é preciso caprichar”, decretou.

Vitória tem meio time afastado

A três dias de enfrentar o Figueirense, o técnico Vágner Mancini não sabe se poderá contar com Ramon, que, acompanhado pelo pai, Valdir Hubner, saiu do CT do Barradão abatido. Um dos destaques do time, o meia está com suspeita de lesão muscular e, hoje pela manhã, vai fazer uma ultra-sonografia. Como ele, Bida e Marco Aurélio também vão ser submetidos à minuciosa avaliação médica. Outro fora do treino ontem foi Marquinhos, que preocupa menos.

Diante dos problemas, o treinador não sabe se terá condições de realizar hoje o primeiro coletivo da semana. A proximidade dos três casos chamou atenção, entretanto, não são únicos. No final de abril, o lateral Carlos Alberto sentiu o adutor da coxa direita em coletivo e passou duas semanas em recuperação. Ele poderá até estrear no Brasileiro no lugar de Marco Aurélio.

Semana passada, o zagueiro Marcelo Batatais, também por razões médicas, foi cortado da delegação que viajou para o jogo no Recife, contra o Sport. O exame de imagem deu resultado negativo. Mesmo assim, ele se queixa de dores residuais e segue em observação. O volante Vanderson foi outro a visitar o departamento médico, contudo, acabou liberado para o treino.

André Zaros responde pela preparação física desde 27 de março, no mesmo dia que assumiu o técnico Vágner Mancini. Sobre os casos, Zaros justificou as queixas musculares como conseqüência da nova metodologia de trabalho. Existe período de adaptação e ainda houve as viagens das finais do Baiano e os adversários mais fortes no Brasileiro. “Não são problemas musculares e sim o cansaço reclamado; é normal. Eles estão num processo de adaptação física, uns sentindo e outros, não. Fico mais tranqüilo, pois tivemos um jogo muito difícil contra o Sport e o time saiu inteiro de campo após os 90 minutos”, citou.A Tarde/Correio da Bahia/Adaptados
Foto/A Tarde

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