A Fonte do Meu Amor – Homenagem à Fonte Nova

Primeiro amor a gente não esquece jamais. É como a primeira impressão que causamos. É a mais forte. E só temos uma chance. A Fonte Nova para mim é palco do meu primeiro amor, palco da vida correndo de geração para outra de apaixonados pelo Bahia.

A Fonte Nova foi definitiva. Ela abraçou o sonho de criança de ser o maior de todos. As cores, o público em euforia e a plena liberdade de discutir tudo, encontrando amigos e amigas que marcaram nossas vidas.

A Fonte Nova foi nossa verdadeira democracia. Nossa verdadeira democracia direta quando pedíamos raça e determinação para aqueles que ministravam a bola que rolava como o tempo e vencia os obstáculos para chegar ao momento do gol. Nosso desejo orgástico de felicidade na vida.

A Fonte Nova por todos os lados eu entrei e jamais sairei. Estarei lá quando algum arqueólogo no futuro escavar dos já escombros do tal estádio moderno que vejo com desconfiança. Certamente, encontrarão vestígios de um gigante e que lhes causará fascinação pela simplicidade e harmonia com que está posto sobre o espaço e o tempo de uma natureza que eles já não podiam vislumbrar.

Os homens e mulheres eram felizes nesse templo. Eram eles de verdade quando até xingavam, e atrelados aos rigor das convenções quando também saíam e conversavam com outros torcedores com ainda resquícios das impressões que não apagavam da memória da noite para o dia.

O Estádio Octávio Mangabeira é uma paixão imorredoura que inaugurarou o coração de cores e fantasias de meninos, meninas, homens, mulheres. O Estádio da Fonte Nova deu luz a minha alegria e a minha desilusão. Agora vão apagar as luzes desse gigante mas sem apagá-lo do nosso coração.

Maurício Guimarães

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