Vitória luta para garantir Rodrigão

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Bahia vai voltar a ser destaque na semana decisiva do quadrangular final do Campeonato Baiano. Desta vez o principal envolvido será o atacante Rodrigão. Expulso no empate por 5 a 5 contra o Vitória da Conquista, no Barradão, o jogador pode ser punido com um a três jogos de suspensão pela 1ª Comissão Disciplinar do TJD.

Rodrigão foi citado no artigo 255 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – praticar ato de hostilidade contra o adversário. O advogado do Vitória, Manoel Machado, está confiante na absolvição do atleta. Machado reuniu vídeos de algumas emissoras de televisão para tentar provar aos auditores do TJD que o atacante foi expulso injustamente.

Como não é reincidente, as chances são grandes de o atleta ser punido com no máximo um jogo de suspensão. Caso isso aconteça, ficaria livre para o jogo de quinta-feira, contra o Vitória da Conquista, já que cumpriu a automática.

Na verdade a única punição que não agrada ao Vitória é a suspensão por dois jogos. Isso porque, caso receba a pena de três partidas de suspensão, o clube pode lançar mão do efeito suspensivo para garantir o atleta nos dois jogos finais do Campeonato Baiano. Essa é uma possibilidade para jogadores punidos por três ou mais jogos ou mais de 15 dias de suspensão.

A diretoria do Vitória deve anunciar nos próximos dias mais um pacotão de contratações. Os atacantes Dinei, do Guaratinguetá, e Luiz Carlos, do Ceará, o meia Héverton, do Corinthians, o volante Ticão e um goleiro estão na lista de contratações. Héverton e Dinei já estão praticamente certos.

O primeiro foi inclusive liberado pelo Corinthians, mas deve participar primeiro do jogo de volta contra o Goiás pela Copa do Brasil. Já Dinei depende apenas de um acerto com o Atlético Paranaense.

Clima festivo na Toca do Leão

Depois de terem perdido por 4×1 e exporem a torcida do Vitória às gozações musicais humilhantes do rival Bahia, os jogadores e a comissão técnica tiveram uma segunda-feira diferente ontem na Toca do Leão. O que se via no semblante de cada um era a recuperação da auto-estima. “Estamos felizes, claro, mas sabendo da responsabilidade que serão os dois jogos contra o Vitória da Conquista e o Itabuna. A atitude que o time teve no jogo em Feira terá que ser a mesma na próxima partida”, disse Vágner Mancini, que levou ao CT o filho Mateus, 13 anos, e ficou batendo bola com ele e os assistentes técnico Bacalli e Flávio Tanajura.

Como tem jogo quinta-feira, todos os jogadores treinaram. Antes, o diretor de futebol, Renato Braz, reuniu-se com todos no vestiário e a comissão técnica para parabenizá-los pelo resultado. Em seguida, Vágner Mancini conversou quase meia-hora com os jogadores.

O atacante Marquinhos, um dos destaques do clássico, disse que o triunfo rubro-negro aconteceu em função da garra de sua equipe. “Nós entramos focados mais do que nunca nesse Ba-Vi”. Mancini deu entrevista e admitiu a possibilidade de fazer uma alteração na equipe para o jogo de depois de amanhã, contra o Vitória da Conquista, no Estádio Lomanto Júnior. Não revelou em que setor. A delegação viaja amanhã, às 15h, de avião. O zagueiro Marcelo Batatais sofreu uma torção no tornozelo esquerdo e, a depender da avaliação médica que fará hoje, pela manhã, pode ficar de fora da viagem

França pula fogueira e ganha espaço no Vitória

O goleiro França passou por uma prova de fogo no Ba-Vi em Feira de Santana e foi aprovado. Pelos antecedentes do jogador, que teve a oportunidade de atuar em oito partidas (sofreu dez gols), substituindo o titular Ney, vítima de uma lesão de afundamento do malar, pouca gente acreditava no seu sucesso. Vágner Mancini fez parte dessa minoria. O técnico apostou no goleiro e ele correspondeu, tendo sido muito festejado pelos companheiros.

Elogios pela sua atuação no clássico (Vitória 3×0) não lhe faltaram. O principal deles foi justamente de Ney, que chegou a chorar na quinta-feira passada ao saber da perda da posição. Os dois e as esposas são muito amigos. “Eu torcia por Ney quando estava na reserva e ele fez o mesmo no jogo de ontem (anteontem). Houve sinceridade, porque vi no o-lho dele na subida do túnel que torceria por mim e isso foi fundamental”.

Muito procurado pelos repórteres na reapresentação de ontem, no CT do Barradão, França disse que entrou no jogo tranqüilo. Contou que, ao fazer a grande defesa na finalização de Cristiano, no início do jogo, e que poderia mudar a história do clássico se saísse o gol, sentiu que seria o seu grande dia. “Não foi uma defesa de susto, mas Deus me ajudou. Primeiro, agradeci a Deus e depois falei baixinho que sairia vitorioso do clássico”, conta. No intervalo do Ba-Vi, coincidentemente, Ramon comentou a mesma coisa e França ficou mais fortalecido.

França lembrou que no primeiro clássico do ano o Bahia ganhou por 2×0, no Barradão, e ele só não pediu para sair para não “queimar” o reserva Marcão. Destacou que num lance com o zagueiro Alison machucou o tornozelo direito. Depois, num treino, sofreu uma contusão no ligamento do joelho direito. “Ninguém soube, pois escondi até para Eduardo Andrade (treinador de goleiros) os problemas que atrapalharam o meu rendimento em algumas partidas. Também não estava bem preparado para ser titular. Hoje, a situação é diferente. Não só eu, mas todo o time esteve muito bem em Feira e a gente tem a obrigação de mostrar o mesmo futebol nos dois jogos que restam para não dizerem que só estivemos bem contra o Bahia”Correio da Bahia/Tribuna da Bahia/Adaptados

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