Triunfo devolve auto-estima ao torcedor rubro-negro

De eliminado na quarta-feira a líder no domingo seguinte. Tá certo que ainda falta muito para este Vitória convencer de que pode dar certo na Série A. Mas o triunfo em Itabuna, quatro dias depois do insuficiente resultado diante do Paraná, já deu para reabilitar bem a auto-estima do torcedor rubro-negro. Graças ao regulamento do campeonato (completamente aceito, diga-se de passagem, pelos líderes da primeira fase), o Leão “tirou” dez pontos de vantagem do arqui-rival em apenas um jogo. Salvo duas meteóricas exceções em fevereiro, o topo veio após quatro meses de campanha irregular, justamente na hora em que mais importava. E assim vai girando o dinâmico mundo do futebol, cujo céu – com o perdão da heresia – parece até ser vizinho de porta do inferno. E vice-versa. Em caminho oposto ao do Vitória, por exemplo, o Ipatinga acaba de cair para a Segundona do Mineiro, logo após ascender à elite nacional; o Atlético Paranaense deu adeus à Copa do Brasil contra o pequeno Corinthians de Alagoas, ainda embalado pela maior seqüência de triunfos de sua história; e o Grêmio terminou desclassificado das semifinais do Gauchão, vindo de 15 confrontos de invencibilidade no certame. No caso do atual campeão baiano, a recuperação se deve, principalmente, a uma dupla de atletas da famosa letra “R”. A mesma dos últimos cinco brasileiros eleitos melhores do mundo pela Fifa: Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ricardo Izecson dos Santos Leite, o milanista Kaká. NAMORADA – Com o meia Ramon Menezes e o atacante Rodrigão juntos em campo, a equipe do técnico Vágner Mancini ainda não perdeu. Até agora foram duas vitórias e um empate, este frente ao Conquista, o adversário do próximo final de semana do Leão. Experientes, eles vêm conseguindo, com sobras, calar os críticos de suas contratações. Ramon, 35 anos, é o maestro do time, tendo participado de sete dos 15 gols rubro-negros desde que reestreou (46,7%) no Barradão. Já Rodrigão, 29, a cada rodada faz valer o cartaz de artilheiro. Em cinco atuações, foram cinco bolas na rede, três delas com passes do colega. “É um jogador inteligente, que sabe usar bem o centroavante, sobretudo para fazer o pivô ali na frente”, elogia o camisa 9, que nunca havia trabalho com o mineiro de Contagem. “Procuramos treinar isso nas atividades do dia-a-dia. Acho que isso facilita nas partidas”, emendou. De folga (a reapresentação do elenco depois do duelo no Luiz Viana Filho é apenas hoje, às 8h30), aproveitou para visitar a ex-armadora Hortência em São Paulo. “Vim ver a namorada, se não eu perco”, explicou, aos risos. Sobre a ótima fase, respondeu: “Credito isso também ao momento que o Vitória vive. Sempre disse que o futebol não é um esporte individual”.
Eximindo-se de qualquer comparação com o antigo ídolo Joãozinho, limita-se a falar que deseja fazer história no clube.Nelson Barros Neto, do A Tarde

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