Bahia e Conquista disputam liderança do Baianão

Três semanas depois do primeiro clássico do ano, no Barradão, um novo Ba-Vi decidirá a nunca antes tão movimentada liderança do Baianão. De um lado, o maior papa-títulos do Estado, representado em seu mascote pelo popular Super-Homem. Do outro, a atual sensação caseira, cuja mais recente torcida organizada tem como denominação, justamente, o calcanhar de Aquiles do herói tricolor, a Criptonita. 
 

Como a vantagem interiorana é de um ponto, o único jeito para o Homem de Aço retomar o topo da tabela é passando por cima da kriptonita, pedra que lhe tira todos os poderes, desde a década de 30, nos quadrinhos estadunidenses. Tarefa nem um pouco simples, mas que ganhou precioso precedente no último dia 2.

Naquele sábado, além dos festejos de Iemanjá, o Carnaval corria solto em Salvador. Porém, reclusos na delegação, os comandados do técnico Paulo Comelli visitaram o Estádio Lomanto Júnior e fizeram 2 a 1, de virada, no Esporte Clube Primeiro Passo de Vitória da Conquista.

Embora o ex-atacante tricolor Diogo tenha inaugurado o placar logo no começo do jogo, Elias e Reinaldo Aleluia só precisaram dos primeiros 15 minutos do segundo tempo para decretar o resultado. De lá para cá, entretanto, só deu Bode em campo.

Insatisfeito – Vindos de seis triunfos em seqüência e donos de um ataque melhor que o do Bahia (25 gols, contra 21), o adversário tem merecido todo o respeito do mundo no Fazendão. “Eles não são líderes por acaso”, pregou o goleiro Darci.

A atenção cresce quando lembra da péssima apresentação da equipe na estréia da Copa do Brasil, quarta-feira, em Juazeiro do Norte. A derrota de 3 a 2 para o cearense Icasa, quem diria, chegou a ser comemorada por grande parte da torcida.

Sem conseguir esconder a insatisfação, apesar dos dois sucessos no Ba-Vi, Comelli não descarta mudanças. O experiente Luciano Baiano, bastante criticado, pode perder a camisa 2 para o reforço Fábio, novidade na lista de concentrados.

Substituto do lesionado Adilson há quase um mês, Daniel reaparece na lateral esquerda, livre da suspensão que permitiu o ressurgimento de Ávine no Romeirão. Idem para o meia Elias, também canhoto, que retorna na vaga do jovem Ananias.

Problema, agora, é o beque Alison, punido em mais uma partida pelo Tribunal de Justiça Desportiva, abrindo brecha para a volta deste domingo,2, reserva Cléber Carioca. Os volantes de origem Marcone e Rogério completam a trinca de zagueiros. Rivaldo, armador, e Reinaldo Aleluia, atacante, seguem vetados pelo Departamento Médico.

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