MP quer interdição judicial da Fonte Nova

Responsável por duas ações do Ministério Público Estadual (MP-BA) que recomendam a interdição da Fonte Nova, a promotora de Defesa do Consumidor, Joseane Suzart, revela que apenas ficou sabendo da situação dos moradores da Fonte Nova através da reportagem do UOL. Para ela, a situação dos sem-teto é mais um motivo para que a Justiça acate imediatamente pedido do MP pela interdição oficial do estádio.

Por determinação do governador Jaques Wagner, a Fonte Nova está fechada desde o dia 25 de novembro, quando uma cratera aberta no piso do anel superior do estádio provocou a morte de sete torcedores. O estádio deve ser implodido para dar lugar a uma moderna arena esportiva, que serviria de sede para jogos da Copa do Mundo de 2014.

O MP pediu a interdição do estádio pela primeira vez em janeiro de 2006 e logo após a tragédia, em dezembro de 2007. “A Justiça nunca se manifestou sobre o assunto”, reclama.

O último requerimento do MP pede a interdição não só da praça esportiva, mas também da escola que funcionava no estádio, além das dependências da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) e da Vila Olímpica, para que seja feito um estudo quanto ao futuro do estádio.

A promotora revela também que a Sudesb foi aconselhada a isolar o entorno da Fonte Nova para evitar mais acidentes. A contenção, improvisada com material plástico e cavaletes de madeira e concreto normalmente usados em obras, foi facilmente removida pelos sem-teto. No começo do ano, grandes placas de concreto começaram a cair da arquibancada superior, ameaçando a vida dos desabrigados.

Joseane Suzart garantiu que o MP fará uma nova petição relatando o fato à Justiça. “A situação destas pessoas é de extremo perigo. Correm enorme risco de morte. A Justiça precisa, mais do que nunca, olhar pelas vidas ameaçadas neste episódio”, alega.

Já a coordenadora de programas assistenciais da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes), Maria do Socorro Noronha, afirma que boa parte das pessoas recentemente instaladas no estádio recebe auxílio do governo, que paga aluguel de R$ 600 em uma casa no bairro de Valéria, periferia de Salvador. No entanto, a família de Maria de Fátima e Antônio Conceição – o principal núcleo de moradores do local, e que soma aproximadamente 10 pessoas – se recusa a ocupar o lugar.

Socorro alega o órgão iniciou um processo de triagem entre as 380 famílias incluídas no programa “Resgate da Cidadania da População de Rua”, com o objetivo de identificar os beneficiários que não estão residindo nos locais garantidos pelo governo. “Diante da resistência deles em sair da região central da cidade, acredito que tenhamos de criar uma alternativa”.Lucas Esteves/ Pelé.Net

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