Família do meia Cléber do Bahia decide doar os órgãos

A família do meio campo do Bahia, Cléber, 31, decidiu doar os órgãos do jogador. O resultado do exame de compatibilidade dos órgãos para avaliar se estes são possíveis de doação sai às 17h desta quinta-feira, 20. Nesta próxima sexta, 21, o corpo do jogador e nove familiares embarcam para a cidade natal do meia, Novo Hamburgo (RS), onde ele será enterrado. O Esporte Clube Bahia vai custear as passagens.

O vice-presidente médico do Bahia, Marcos Lopes, informou no início da manhã desta quinta que foi confirmada a morte cerebral de Cléber. O diagnóstico foi feito pela equipe de neurocirurgia do Hospital Espanhol, onde o jogador está internado.

De acordo com Lopes, Cléber continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, na Barra. “O coração continua batendo e outros órgãos ainda têm sinal vital. Agora, a família vai decidir se autoriza o desligamento dos aparelhos ou mantém o atleta clinicamente vivo” afirma.

O boletim médico emitido, às 10h30, constatou que Cléber sofreu hemorragia cerebral, com piora do nível de consciência. O protocolo de diagnóstico de morte encefálica foi iniciado, mas apenas deverá chegar à sua conclusão final nas próximas 24 horas. Ele estava internado na UTI do Espanhol, sob os cuidados da equipe do médico Jamary Oliveira, desde do último dia 31 de outubro. Na quarta-feira, 19, o jogador havia sofrido um novo aneurisma cerebral e na ocasião seu estado de saúde foi considerado praticamente irreversível pelo médico do Bahia.

Este foi o terceiro acidente vascular cerebral (AVC) sofrido pelo jogador desde o último dia 22 de outubro, quando foi internado às pressas no Hospital Center, em Natal, um dia depois do jogo do time na derrotado por 4 x 3 contra o ABC, em partida válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. Ele também sofreu outro derrame oito dias depois da transferência. Há 10 dias, foi vítima de meningite por infecção hopitalar.

Cléber está em coma há quase dois meses, quando sofreu o primeiro derrame no hotel onde a delegação Tricolor estava concentrada. Ele dormia no mesmo quarto do zagueiro Alison quando, por volta das 7h, acordou com muita dor de cabeça e sensação de tontura.

Levado às pressas para o hospital, passou por uma tomografia, que apontou a ocorrência de um hematoma cerebral, precisando passar imediatamente pela cirurgia. A caminho do hospital ele teve uma parada cardio-respiratória, o que agravou ainda mais sua situação.

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