Já vai tarde. E muitíssimo tarde.

“Não está fora do contexto que a direção do E.C. Bahia consiga obter, através de um remédio jurídico, assegurar-se no comando do sofrido clube. Esta diretoria, presidida por Petrônio Barradas, na verdade um marionete, representamte de um agrupamento que dá cartas no clube há dezenas de anos, a quem foi dada pela juiza da quarta Vara da Fazenda Pública, Aidê Ouais, 24 horas para se afastar do comando, no meu entender Já vai tarde. E muitíssimo tarde.

A torcida do Bahia quer renovação, quer a democratização de um clube que nasceu em 1931 para ser uma associação de futebol vitoriosa. Tornou-se uma paixão dos baianos, assim como o é, também o co-irmão Vitória, que conseguiu, com esforços, mas com tenacidade, se renovar e se modernizar.

A cartolagem que desfia o tempo e destruiu as tradições de vencedor do tricolor, embora indesejada, agarra-se à direção do Bahia, controla o Conselho Diretor composto de 300 integrantes, escolhidos a dedo para respaldar o poder que eles detêm. Por quê? Qual o mistério do estranho apego?

A magistrada, acatando denúncia do Ministério Público, mandou-os embora dando prazo de 24 horas para o despejo. Se a tragédia da Fonte Nova marcou o Bahia com o luto, consequência da negligência e da incompetência, se prevalecer a decisão da juiza Aidê Ouais, é certo que o Bahia voltará à sua trilha de glória”.

Samuel Celestino

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