Mortos e feridos dividiram espaço na cercania do estádio

O clima na área externa do estádio Fonte Nova era de gritos, choros, correria e comoção. Antes da chegada dos peritos e das transferências das vítimas para o Instituto Médico Legal e hospitais, os feridos e mortos ficaram juntos, em uma área externa do estádio, cobertos apenas por jornais. Havia muito sangue no local. Até as 23h30 (horário de Brasília), eram sete as vítimas fatais.

Somente com a chegada da PM, o setor foi completamente isolado. Com as principais ruas e avenidas do centro de Salvador completamente engarrafadas -os torcedores do Bahia faziam festa para comemorar a classificação-, os médicos tiveram dificuldades para levar as vítimas para os hospitais.

Cerca de 500 pessoas acompanharam o trabalho de identificação e remoção dos corpos. Muitos brigaram para ingressar na área restrita, sob a alegação de que queriam saber informações de parentes.

“Nunca pensei que em um dos momentos mais felizes de minha vida [a classificação do Bahia para a Série B] pudesse presenciar uma cena tão chocante. Havia pessoas ensangüentadas, falando coisas desconexas, gritando muito e chorando. Os corpos estavam estendidos, em meio a poças de sangue”, afirmou o representante comercial Jorge Santana.

Segundo a PM, parte dos feridos se machucou nas comemorações e na invasão do gramado, e não só no desabamento.

Com 5.000 torcedores invadindo o gramado e outros milhares cantando e dançando nas arquibancadas, poucas pessoas viram o momento da queda de parte do anel superior. “As pessoas estavam em transe, correndo de um lado para outro, quebrando tudo. Achei que fosse morrer pisoteado”, afirmou o estudante Carlos Apolinário Mendes.

Bombeiros identificam 6 dos 7 mortos na Fonte Nova

O Corpo de Bombeiros de Salvador (BA) identificou seis dos sete mortos confirmados até agora na tragédia ocorrida na tarde deste domingo (25), no Estádio da Fonte Nova. Das vítimas fatais, quatro são homens e três, mulheres (uma ainda não identificada).

Foram identificados:

Márcia Santos Cruz, 27 anos
Milene Vasques Palmeira, 27
Jadson Celestino Araújo Silva, 25
Djalma Lima Santos (sem idade)
Anísio Marques Neto (sem idade)
Joselito Lima Júnior (sem idade)

Os peritos ainda tentam identificar o corpo de uma mulher que, segundo os bombeiros, aparenta ter entre 25 e 28 anos, a sétima vítima do acidente.

Dos identificados até agora, Joselito foi o único que foi levado para atendimento médico com vida. Ele morreu no Hospital Geral do Estado (HGE), pouco depois da tragédia.Globo/UOL

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