Bobô ressalta importância da Copa para o Nordeste

Em entrevista ao Repórter Eugenio Goussinsky do Site Cidade do Futebol, Bobô fala dos seus projetos na Sudesb e ressalta a importância para o desenvolvimento do Nordeste caso a região venha abrigar uma das sede da Copa do mundo. Confira, vale a pena.

A Bahia é um dos estados mais carentes do Brasil. Está em uma região, o Nordeste, em que, segundo dados do IBGE de 2001, há o maior índice de analfabetismo de pessoas acima de 15 anos entre a população brasileira, chegando a 24,3%.

A aposta no esporte, inclusive no futebol, tem sido vista como uma solução para a inclusão social de crianças e adolescentes das classes mais desfavorecidas. Um dos que comandam a política esportiva no estado é o ex-jogador Bobô – Raimundo Nonato Tavares da Silva -, ídolo do Bahia nos anos 80 e 90.

Bobô é diretor-geral da Sudesb (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia), órgão estadual. E, como representante baiano, compõe a comissão que está recebendo os inspetores da Fifa no Brasil, na tentativa de fazer de Salvador uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, caso esta se realize no país.

Há poucos meses no cargo, ele atua em duas frentes (o trabalho para a Copa e parcerias com prefeituras e escolas) para atingir um único objetivo; massificar o esporte no estado, investindo em professores, abrindo as escolas para a prática esportiva e aproximando as comunidades carentes de atividades físicas e de lazer. Segundo ele, a política esportiva da Bahia estava há décadas estagnada.

Por isso acredita que seu trabalho começa praticamente do zero, após sua conclusão de que em Salvador não há um ginásio de porte para receber o vôlei, o basquete ou o futsal. “Temos em mente que há muito a fazer. Mas tudo começa pela massificação. Trabalhando no nascedouro, em convênios com escolas, além da inclusão social há a possibilidade de se obter atletas de alto rendimento. Então é necessário outro trabalho, que é mantê-los no estado”, observa Bobô, em entrevista

O grande evento

Uma Copa do Mundo no Brasil é um importante passo para o desenvolvimento do Nordeste e do país como um todo, segundo ele. “A Copa é o maior evento esportivo do mundo. Nada melhor para ajudar na massificação. Só trará benefícios para as cidades e os estados em geral. E a região Nordeste também pode ter um impulso importante. Espero que, com o país tendo benefícios, o Nordeste ganhe com isso. Tenho a expectativa de que duas ou três cidades da região sejam sedes da Copa”, diz Bobô, ressaltando que os investimentos em infra-estrutura – transportes, segurança, turismo, energia, habitação, comunicações, indústria e comércio – devem ser por meio de parcerias com a iniciativa privada.

“O Nordeste deverá crescer com uma Copa. A economia como um todo dá saltos importantes em um evento deste tipo. A rede hoteleira tende a se expandir, a segurança também se aprimora e a infra-estrutura dos estados se desenvolve com melhorias permanentes”, ressalta.

Para o ex-craque, o futebol entra nesse trabalho global de massificação como uma importante opção. Mas não a única. “O futebol já tem sua política específica, por estar sempre na mídia e ser a paixão nacional. Quando uma criança nasce o pai já pensa em colocá-la para jogar futebol. Às vezes não dá certo, mas deve haver outras opções para que ela siga no esporte”, diz.

Por isso Bobô conta que nesta nova política, a função do poder público é inserir alternativas. “Nessas parcerias, as crianças escolhem mais de uma opção. Se de repente não se encaixam em uma, podem dar certo em outra. Por exemplo, há meninos altos que gostariam de jogar futebol, mas que também poderiam ser bons jogadores de basquete e de vôlei. Caso eles não tenham oportunidades, isso pode passar despercebido”, explica.

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