Bahia funciona para o Cruzeiro como “celeiro de craques”

A Bahia tem funcionado tradicionalmente como um verdadeiro celeiro de craques para o Cruzeiro. Desde a década de 80, vários jogadores revelados em terras baianas se destacaram no clube celeste e apareceram para o mundo. Este ano a história se repete. Já são oito atletas no atual elenco que foram descobertos na Boa Terra e hoje estão fazendo a diferença em favor da Raposa.

Para a próxima temporada, o Cruzeiro já confirmou a chegada de mais um jogador vindo daquele estado: o lateral-direito Apodi, revelado pelo Vitória e que defende o rubro-negro baiano na Série B do Brasileiro. Já estão na equipe o atacante Guilherme que é maranhense, mas chegou ainda nas categorias de base do clube baiano Real Salvador, assim como o lateral-esquerdo Ânderson.

O Vitória, apesar de estar na Segunda Divisão, é conhecido por seu trabalho nas categorias de base. De lá vieram os atacantes Alecsandro e Marcelo Moreno, e o meia Leandro Domingues, além do lateral Fernandinho e do volante Fernando, que passaram por outros clubes antes de chegarem à Toca da Raposa. No Bahia, que disputa a Série C, jogou o volante Luis Alberto, entre 2000 e 2004.

O presidente Alvimar de Oliveira Costa reconhece que é uma região que rende bons frutos. “É um grande celeiro. É um estado importante que infelizmente se encontra na segunda e terceira divisões com seus clubes Vitória e Bahia, mas realmente revela muitos jogadores. Os grandes clubes têm que ficar de olho porque dali saem sempre bons jogadores”, observou.

Um dos principais articuladores dessa relação do Cruzeiro com os baianos é Newton Mota, que ocupa, hoje, o cargo de superintendente geral do departamento de futebol do Esporte Clube Itaúna, com quem o Cruzeiro mantém parceria. Motta era sócio do Real Salvador e trabalhou no Bahia e no Vitória. Ele foi um dos principais responsáveis pela chegada, no passado, de jogadores como Dida, Charles, Jorge Wagner, Marcelo Ramos e Leandro.

Segundo ele, entre os grandes clubes do Brasil o Cruzeiro é o que mais contrata atletas baianos. Para Mota, o segredo do sucesso é o estilo do jogador formado no estado que se encaixa às características das equipes cruzeirenses ao longo da história.

“O Cruzeiro não é futebol força, é futebol arte, na base da técnica. E esse é o estilo do jogador baiano que agrada mais que o do catarinense, por exemplo, que é o futebol força. É algo até genético porque o nordestino tem muito do africano”, ressaltou.

Para Mota, a Raposa descobriu um mercado viável diante da realidade do futebol brasileiro. “Tem a facilidade de contratação. Os jogadores da Bahia são muito capacitados e bem mais baratos do que você comprar, por exemplo, um jogador do Atlético, do Inter ou do Grêmio”, afirmou.A matéria foi publicada originalmente no site pelé.net e é de autoria da repórter Luiza Oliveira

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