Direção do Bahia não escala o time que entra em campo

Penso que existem muito mais mistérios no mundo do futebol profissional dos dias de hoje, do que sonha a nossa vã filosofia. Quando comecei a gostar desse esporte, criança pequena, os melhores jogadores eram os titulares absolutos e não havia outra maneira de proceder. O treinador escalava o time com aqueles que efetivamente se destacavam tanto nos treinos, quanto nas partidas.

Naqueles tempos o Presidente do Clube era o “todo poderoso” e podia tudo. Dava tapa em jogador, escalava o time, contratava para torcida pagar, etc. O mundo deu voltas e o futebol brasileiro viveu uma grande revolução silenciosa chamada de “Lei Pelé”. Essa Lei, na minha humilde opinião, acabou com o futebol profissional brasileiro!

Nos tempos modernos o futebol brasileiro (o nosso inserido até umas horas) mudou de sobremaneira as relações ditas de trabalho. Hoje, o jogador é contratado através de um “empresário” que coloca condições para que se realize a compra ou o empréstimo. Contratos esses, na sua maioria, que vêm com uma enorme multa rescisória.


O Clube não tem muito poder de definição, salvo aqueles que dominam o mundo financeiro e os jogadores ficam tão protegidos pela tal Lei que não se permite atitudes arbitrárias ou discricionárias contra os mesmos. Hoje, qual Presidente escala time? Qual entra no vestiário para dar tapa em jogador? Qual Diretor de Futebol manda em um treinador? Qual o treinador que se permite deixar outrem escalar o seu time? 

Venho sempre que possível, em debates, às vezes não muito amistosos, tentando alertar para alguns românticos de que os tempos são outros… Tem gente que chega aqui com a visão de um futebol da década de 70… Aí, eu provoco: ACORDA!!!

Enfim, o fato do Juninho Capixaba não ter as merecidas oportunidades parece mais algo ligado a um contrato do Armero e do Matheus Reis que os colocam como titulares no time, em detrimento da qualidade de um que se mostra bem MELHOR e mais eficiente.

Vamos considerar ainda o receio de se “queimar” as nossas “promessas” por conta de falhas cometidas, o que é algo comum no seio da torcida tricolor. Esse fato, inclusive, muito contribuiu para que tenhamos perdido craques num passado não muito distante, à exemplo de Daniel Alves, Talisca, Bruno Paulista e, recentemente, o nosso talento Gustavo Blanco. Eram jogadores talentosos mas que não tiveram o apoio da Grande e Imensa Nação Tricolor. Lamentável!!

O caso do Jean, certamente, parece não confirmar isso, mas, nesse cenário o fato é que o mesmo tenha um contrato realizado com e por um empresário que tem muita influência no Clube e no mundo do Futebol. Por isso que tenha, mesmo contra a maioria quase absoluta, sobrevivido e se tornado titular nesse time atual.

Responsabilizar a Diretoria por isso parece não ser muito ponderado.

Paulinho Fernando, torcedor do Bahia e amigo do Blog. (Voltou com tudo)