Caso VR3: Falsificador pode não ter sido o Internacional

No Blog de Juca Kfouri, do dia 30 de março, última quinta-feira, traça-se o perfil do Auditor Mauro Marcelo, que está presidindo o inquérito, para se apurar eventuais falsificações nos e-mails juntados pelo Internacional.

Segundo Juca, o Auditor é  delegado de polícia, titular da 23ª DP em São Paulo e presidiu também,  entre 2004 e 2005, por 367 dias, a Agência Brasileira de Informações (ABIN) durante o primeiro mandato do governo Lula.

Como vocês sabem, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) é um órgão da Presidência da República, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, responsável por fornecer ao presidente da República e a seus ministros informações e análises estratégicas, oportunas e confiáveis, necessárias ao processo de decisão.  Foi demitido, segundo Juca,  por ter chamado os membros da CPI dos Correios de “bestas-feras num picadeiro”. 

Quanto a essa declaração, hoje, ele  deve estar arrependido, pois esta CPI foi o marco, no combate à corrupção.

Ocorre que na matéria postada, Juca afirmara que ele, como comandante do inquérito sobre o gás jogado no vestiário do São Paulo, na partida de volta das semifinais do campeonato estadual de 2008, arquivou-o por falta de vítimas e não se considerou impedido, por ser fundador da ONG “Muda Palmeiras”. Para se defender de interpretações outras, o Mauro ligou para Juca, que teve que realizar um IMPORTANTE complemento da matéria postada e desconfio que raros a leram.

Diz Juca, que no dia seguinte,  Mauro Marcelo telefonou ao blog para dizer que esteve no TJD paulista, e está no STJD, por “razões técnicas”, assim como foi convidado para a ABIN pelos mesmos motivos, sem jamais ter sido petista. Disse que apesar de ser palmeirense, condenou o jogador Dudu do Palmeiras, seu clube de coração, e que por causa disso “Paulo Nobre nunca mais falou comigo”, emendou. Fez considerações sobre o inquérito arquivado, etc., mas, para nós, o importante estava por vir, palavras de JUCA:

“Acrescentou que as perícias confirmam adulteração nos e-mails utilizados pelo Inter, “o que não quer dizer que tenha sido feito pelo clube”, que “o inquérito deve se transformar num processo a ser julgado pelo pleno da STJD”, do qual faz parte… “

No final, diz Juca:

Disse, também, que não é amigo de Marco Polo Del Nero, que nunca foi à casa dele, “nem sei onde ele mora” e que aceitou ser auditor do STJD “para moralizá-lo”.

Aparentemente, este Auditor não é qualquer um ser mortal. Trata-se de uma pessoa tecnicamente qualificada, titular de uma delegacia paulista, de notória complexidade por integrar estrutura policial da maior cidade da América do Sul, além de ter chefiado a ABIN e experiência no TJD de São Paulo.

Para nós baianos e gaúchos, o importante foi o destaque sobre a eventual e não conhecida ainda autoria desta falsificação, ao ter cuidado em ressalvar: “o que não quer dizer que tenha sido feito pelo clube”.  Ressalve-se ainda que ele confirmou a falsificação.

Vai ser uma nova novela. Deu-se indício, sobre a possibilidade de se verificar a responsabilidade ou não do Inter, mas, se não for do Inter,  de quem seria a responsabilidade?  Os dirigentes gaúchos foram vítimas de algum torcedor colorado, ou de interessados outros? Ele vai apurar esta responsabilidade no inquérito, que será transformado em processo, para que seja julgado, no STJD. Como se vê, não há mais dúvida, segundo ele, que realmente houve a falsificação.

Estou interpretando, exclusivamente, o que foi publicado no blog de Juca, no seguinte endereço: http://blogdojuca.uol.com.br/2017/03/caso-victor-ramos-o-inter-em-maus-lencois/


Atahualpa, amigo, torcedor do Vitória e colaborar do Blog.