Allan Delon volta a jogar na Bahia

A história de Allan Delon no Vitória é extensa e marcante. Da base até a despedida em 2004 foram nove anos, quatro títulos baianos e três do Nordeste. Até hoje, o meia ostenta a marca de maior artilheiro do Leão em Brasileiros. Hoje, aos 32 anos, o jogador voltou à Bahia para defender o Fluminense de Feira. E mira o tetra.

Onde você estava e o que te motivou a voltar à Bahia?

Eu tinha contrato com a equipe do Ceilândia de Brasília. Paulo Carneiro entrou em contato comigo e me mostrou o projeto que ele quer implantar aqui no Fluminense. Gostei muito da proposta.

Você conviveu muito tempo com Paulo Carneiro no Vitória. Virou amizade?

Foram nove anos junto com ele no Vitória, da base até o profissional. Nós temos uma amizade mesmo. Sempre nos falamos por telefone e com certeza esse fator foi muito importante pra eu ter vindo aqui pra Feira.

Qual a sua relação com o Vitória?

Dá saudade do clube, daquela torcida maravilhosa. Sou o segundo artilheiro do Barradão e ainda hoje o primeiro no Brasileiro. E detalhe, Série A, porque eu só disputei no Vitória a Série A. Dá uma motivação a mais saber que vamos enfrentá-los.

Voltar ao Barradão vai dar uma emoção diferente?

Com certeza. Nunca tive oportunidade de jogar lá contra o Vitória. Tenho certeza que vai ser uma emoção muito grande, mas espero que possa sair vitorioso.

E o nível do Campeonato Baiano, estava acompanhando?

Desde que saí da Bahia que não acompanho. Mas pelas informações que tive, deu uma melhorada. Ano passado um time do interior foi campeão e esperamos que esse ano possa ser a nossa vez.

O grupo do Fluminense é bom? Dá pra chegar ao título?

Estamos nos conhecendo no dia a dia ainda. Tem outras peças pra chegar e tenho certeza que no início da competição vamos estar com uma equipe forte. Paulo Carneiro não entra pra perder, nem eu.

O Allan Delon, como pessoa, é torcedor do Vitória?

Sem dúvida. Sempre fui Vitória, desde quando cheguei no clube com 14 anos de idade. Mas quando a gente entra em campo, tem que esquecer isso aí e ser a equipe que a gente veste a camisa.

Qual a maior alegria que viveu na Toca do Leão?

Os títulos que conquistei lá foram inesquecíveis.

Alguma decepção?

Quando eu fui pra equipe do México (Querétaro), não estava feliz lá e demoraram muito para me trazer de volta.

Pensa em jogar até quando?

Tenho muita lenha pra queimar ainda. Em Brasília, disputei quatro campeonatos e fui quatro vezes campeão. Então, espero que aqui no Flu tenha mais um ano de sucesso e conquiste o título.

Além da passagem ruim pelo time do México, teve outra?

No Vasco também tive problemas. Lá só jogada quando o Joel Santana estava. Quando ele saiu, deu uma confusão com Eurico Miranda, fui afastado e só voltei quando Renato Gaúcho chegou.

Pensa em voltar ao Vitória?

A gente pensa em voltar a um clube de maior expressão. Pode ser o Vitória, o Bahia ou qualquer outro clube.

A torcida do Vitória tem uma identificação grande com você. Mesmo assim, jogaria no rival?

Sou um jogador profissional e não tem esse negócio de Bahia ou Vitória para jogar. Torço para o Vitória, sofri pra caramba quando o time não subiu, mas independentemente disso aí, tenho que ser profissional e se o Bahia me contratar vou dar o meu máximo.

Reportagem Cecílio Angelico, extraída da edição de hoje (04/01) do jornal Correio da Bahia

Assessoria de Comunicação/FLU